Periodicidade de publicação de poemas

Caros leitores:
Espero que desfrutem na visita a este espaço literário. Este sítio virtual chama-se “Maria Mãe” e tem como página principal os poemas de Maria Helena Amaro.
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segunda-feira, 21 de maio de 2018

Dia de anos


(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Para mim foste sempre
na vida que vivi...
Mais que um filho-totobola
que Deus me deu
como prémio de consolação
pelos outros que perdi...
Foste o sol, a alegria, o sonho
que nasceu inesperado...
Obrigada amor pelo que és
por aquilo que és e que conténs.
Neste dia de cor
Parabéns! Parabéns e uma flor!

Maria Helena Amaro
14/04/2015


segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Casamento


(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Coração de filigrana
não deve ser dividido.
É tesouro de quem ama
da esposa e do marido.

Maria Helena Amaro
Março, 2015. 

domingo, 14 de janeiro de 2018

Parabéns, meu amor!


(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Parabéns, meu amor, sem bolo e velas.
Os anos não se contam ai nos céus...
As almas são joias, puras, belas
junto de anjos a cantar a Deus.

Este dia é o teu dia... o nosso dia...
Saudades... recordações... afetos...
A nossa prenda é uma Eucaristia
e os sorrisos ternos dos teus netos.

Tu não morreste, não, eu acredito.
Repousas em paz, nesse lugar bendito
onde não há doença, sofrimento, dor...

A morte é lenda, fantasia, mito,
é a passagem da terra ao infinito...
Viagem eterna ao milagroso amor.

Maria Helena Amaro
16/11/2014

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Homenagem


(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Cortaram-lhe as asas em certa madrugada
e nunca mais fez voos altaneiros
Passou a saltitar em voos tão rasteiros
em busca de encontros em sonhadora estrada.

Meu amigo perdeu-se na dura caminhada
Aqui e além fez passos ligeiros
Faltou-lhe força, coragem, companheiros
Cansou-se cedo duma rude jornada...

Ainda a rota não estava terminada
Já corpo morto e a alma cansada
ainda sonhou-a com marés e veleiros...

Pegou nos sonhos e foi-se de abalada
Podia ser um rei... e não foi nada.
Foi apenas mendigo, poeta, caminheiro.

Maria Helena Amaro
Dedicado a um amigo - Fernando  
Outubro, 2014.

sábado, 18 de novembro de 2017

Requiem


(Fotografia de António Sequeira)

Repousas no jazigo de teus pais
junto dos teus avós que tanto amaste
Nome Sequeira é quase um baluarte
entre as famílias destes meios rurais.

Venho trazer-te as flores mais singelas
Cravos e rosas, suspiros e saudades
Flores da alma e corpo, metades,
que por inteiro já ficaste com elas.

Olho o jazigo. Fui tua companheira
Amei-te loucamente a vida inteira
com toda a força de que fui capaz.

Quando eu morrer na hora derradeira
deixa-me ficar à tua beira
para rezar! Amor descansa em Paz.

Maria Helena Amaro
Março, 2014.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Despedida (Curso 1982-1986)


(Fotografia de António Sequeira)

Descobrindo Portugal
estudámos Meio-Físico Social...

Era uma vez...
Foi assim que aprendemos Português.

Com teoria e prática
nós aprendemos Matemática.

Castelos, Museus, feitos de glória
nós conseguimos perceber a nossa História.

Com fogos, danças e Expressão Plástica...
nós misturamos aulas de Ginástica.

Cantando bem e mal
fizemos aulas de Educação Musical...

Visitas, experiências, teatro, habilidades,
nós inventámos actividades!

Já somos «uns doutores»!
Em sonho atravessámos a 
terra, o céu, os mares...
Carregamos às costas todos estes valores
e vamos invadir a Escola André Soares!

Ser gente...
Ser vivo...
Ser crente...
Ser igual...
Nós discutimos:
- Aulas de moral!

Maria Helena Amaro
Junho, 1986
Dedicado aos alunos do Curso 1982-1986 (Escola de S. Lázaro)

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Dia de Parabéns


(Fotografia de António Sequeira)

Que a vida seja um campo de flores,
inundado de sonho, luz e sol,
sem mágoas, desgosto, desamores,
à sombra doce, de um fresco girassol.

Que a vida seja longa e promissora
e reserve para si todo o sabor...
Pois, quem tem uma alma encantadora,
merece todo o bem e todo o amor.

Neste dia de luz esfuziante,
embora esteja de um modo distante,
vou festejar consigo este momento.

Parabéns Fátima! Seu amor «emigrante»,
é... numa ilha trovador ambulante,
é girassol a suspirar ao vento!

Maria Helena Amaro
8/02/2014

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Para ti...


(Fotografia de António Sequeira)

Aos quinze anos
ninguém se mata por desgosto de amor
nem por não ter fatos para vestir
nem casa luxuosa
ou ricos pais...
Ninguém se mata
aos quinze anos
por achar que o mundo é tão estreito
tão amargo
tão egoísta e feito
de bolas de sabão
para meter no peito...
Aos quinze anos
talvez o Nelson escuteiro
não encontrasse o som
do carinho, do amor, da amizade
no grupo social
onde estava inserido.
Sofreu com amargura
calado e cabisbaixo
todos os movimentos negativos
que o deitaram abaixo...
Sem gemido.
Aos quinze anos
ninguém se mata por desgosto de amor...
Quando a luz se apaga
nessa idade de ternura e zelo
quem vai ser acusado?
É a a falta de apoio
de quem ama e não ama
que inventa a tragédia
e que desvenda a causa
com ultrajante véu...

Ninguém se mata na idade da fé...
Quem foi? Quem quis?
Quem lhe indicou o céu?

Maria Helena Amaro
14/01/2014


quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Mensagem


(Fotografia de António Sequeira)

Este nosso poema é para ti,
nesta data de dor e despedida.
Contigo foi a luz da nossa vida, 
mas o teu amor,  ficou connosco, aqui.

Andam fotos espalhadas pela casa
Memórias de risos e ventura.
São imagens de sonho, de ternura.
Voos de paz, de proteção, de asa.

Vives connosco, estás à nossa beira.
Vivo e real como na vez primeira
sem doença, sem dor, sem um adeus.

Por ti amamos e por ti vivemos
este poema de amor que te oferecemos.
É para leres, em paz, aos pés de Deus.

Maria Helena Amaro
08/01/2014 

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Postal de Natal


(Fotografia de António Sequeira)

Se mais tivera,
mais te quisera dar...
Mas de tudo, quiçá,
eu tinha um quase nada...
Só tinha de meu,
uma velha caneta
e folhas de papel
para escrever poemas...
Eu não tinha «uma beleza
exuberante
nem a forma elegante de guitarra
com que tinhas sonhado
na tua juventude»... 
Ninguém pode dar, 
aquilo que não tem...
Mas tinha uma alma
singela, pura, confiante,
e, naquele natal,
foi isso que te dei...
que não dera a mais ninguém...

Postal de boas festas,
que guardo com amor,
no fundo da gaveta,
como se fosse um bem...

«Se mais tiveras,
mais me puderas dar...»
disseste-me algum dia...

Obrigada meu amor,
por me teres pertencido,
como um amor primeiro...
Neste Natal,
sem postais de Natal,
vou ler o meu postal com devoção...
Tenho-o aqui
escondido no mais fundo da gaveta
do meu velho cansado e
destruído coração.

Maria Helena Amaro
Natal, 2013

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Parabéns


(Fotografia de António Sequeira)

Parabéns, pelo dia de hoje, meu amor...
É um dia de ternura e de saudade.
Para ti vai uma prece, uma flor
e um sorriso que toque a Eternidade.

Não te venho falar da minha dor
que a tua ausência já não tem idade
Já não és meu. És todo do Senhor.
És entre os anjos mais uma santidade.

Estás comigo onde estou e onde for
Onde se fale de paz e de calor
Onde se escute a luz e a Verdade.

Parabéns pelo dia de hoje, meu amor
Quisera eu ter as asas de um condor
para chegar a ti... És só saudade!

Maria Helena Amaro
Novembro 2013. 

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Dia de anos


(Fotografia de António Sequeira)

Meu netinho Pedro António
tem beleza... tem encanto...
Umas vezes é «demónio...»
Outras vezes é «um santo!»

Tem alegria... tem tudo...
Tem gargalhadas... tem ais...
Deve apegar-se ao estudo
Pr'a não magoar os pais.

E... para não se sentir só...
Pegue este beijo da Avó.

Maria Helena Amaro
22/10/2013

domingo, 17 de setembro de 2017

Despedida - Curso 1998/2002


(Fotografia de António Sequeira)

Não trocaria por nada desta vida,
os anos que vivi entre crianças...
Trabalho, riso, desencanto, esperanças;
Entre «saberes» e «seres» tão repartida!

Chegou, então, a hora da partida...
Todos vamos embora e, ao recordar,
um ciclo acaba, outro vai começar.
É neste livro que fica a despedida.

Foste de todas a turma mais mexida,
a mais inquieta, a mais viva e divertida,
a que me deu mais trabalho a liderar...

Deixo-vos Amor sem peso e sem medida
Obrigada. É a palavra sentida.
Até sempre! Adeus! Ide voar!

Maria Helena Amaro
Dedicada ao Curso 1998-2002

sábado, 16 de setembro de 2017

Despedida - Curso 1994-1998


(Fotografia de António Sequeira)

Ides partir!
Não vos quero reter...
Lá fora espera a vida,
o sonho, a ilusão...
Que depressa
passaram
estes alegres anos
tão cheios de lembranças!
Foi bom viver convosco
Foi doce ser vossa professora!
Fostes para mim
uma estrada florida
cheiinha de crianças!

Agora
soltai as asas
pois já sabeis voar!
De mim
não precisais.
É todo vosso
o ar
o mar
o chão...
Os vossos nomes
os vossos rostos
ficarão
para sempre
gravados
a letras de ouro
neste meu coração!

Maria Helena Amaro
Dedicado aos alunos
Junho, 1998 

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Despedida - Curso 1990-1994


(Fotografia de António Sequeira) 

Foi bonito de ver o Amor que vos dei
e a alegria sem par, que recebi de volta...
Barulho, confusão, sentimentos à solta,
assim vos conheci, e assim vos ensinei...

Aprendi convosco a rir, e me encontrei
com a vossa juventude inquieta e desenvolta
Fui menina pequena «sem mágoa e sem revolta»?
Por vós também sofri; por tudo que lutei...

Agora que vos ides (para onde não sei...)
levais asas de sonho pois convosco voei...
e de esperança verde, a alma toda envolta.

«Meus diabinhos sábios!? (Que tanto vos ralhei)
Voai na liberdade, cantai, falai, dizei,
estudai, trabalhai «sem mágoa e sem revolta».

Maria Helena Amaro
Dedicado ao Curso de 1994. 

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Curso 1993


(Fotografia de António Sequeira)

Adeus, ó Escola querida!
Vou levar-te comigo para a vida!

Despedida:
Encontrei-vos no final da jornada
e convosco iniciei a caminhada
construindo o trabalho dia a dia...

Tempo de Dar, de Conhecer, de Rir...
E, agora, que vos vejo partir,
quero dizer «Adeus» com Alegria!

Maria Helena Amaro
Dedicado aos alunos do Curso de 1993.


sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Poema de Curso


(Fotografia de António Sequeira)



Já somos uns doutores
Fazemos da vida sonhos, flores e hinos...
Carregamos às costas todos estes valores
e vamos invadir
a Escola Preparatória de Maximinos.

Helena - sou professora
E gosto bem de ensinar
Ligeira, sou no andar
Exigente a toda a hora
Não gosto de vos ralhar
Amores... Já ides embora?

Maria Helena Amaro
Junho, 1992
Dedicatória ao Curso 1988-1992
Escola de Maximinos.

domingo, 3 de setembro de 2017

Parabéns


(Fotografia de António Sequeira)

Que a vida pode ser um sorriso,
uma nuvem azul, uma flor...
Para ser feliz apenas é preciso
encontrar na vida um grande amor!

Enche de luz os caminhos da vida
Aspira forte o ar, o riso, o sol...
Vive feliz sem norma e sem medida,
à sombra terna de um grande girassol!

Maria Helena Amaro
8/02/2015

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Ofertório


(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Onde vou eu de alma estagnada?
Onde vou sem rota nem destino?
Morreu o meu amor, morreram os amigos,
morreram as esperanças
as canções
as quimeras..
Onde vou eu atulhada de sonhos
reportada em torpor
a outras primaveras...
Morreu o meu amor
Enchi-me de penas...
Ficaram comigo
os rostos das amigas
as preces as cantigas
retratos e poemas.

Maria Helena Amaro
26/10/2014

sábado, 22 de julho de 2017

Verão, 1961


(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Havia no ar quente encantamento
e luz alegre no teu riso brincalhão
Era doce o sol e era fresco o vento
e o mar batia em nós em turbilhão

Era um feitiço que me metia medo
porque nos tornava etéreos e felizes
O amor para mim ainda era um segredo
e as paixões chamavam-se deslizes

Abria os braços ao sol que me vencia
Ia nas ondas do mar que me cobria
e tudo era sonho, vida e paz

Olho o mar e nele te procuro
mas nada vejo, é longo, grande escuro
Levou-te a morte. Eu sei... não voltarás.

Maria Helena Amaro
14/06/2014