Periodicidade de publicação de poemas

Caros leitores:
Espero que desfrutem na visita a este espaço literário. Este sítio virtual chama-se “Maria Mãe” e tem como página principal os poemas de Maria Helena Amaro.
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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

... E o pó é nada!


(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Lábios sorrindo em doce comunhão
Rostos erguidos voltados para a vida
Peitos ardendo na chama decidida
Bocas unidas em rubra combustão!

Mãos agarradas em cruel crispação
Promessas loucas e ilusões perdidas
Vultos envoltos em dores muito garridas
como em lavas ardentes de vulcão!

Olho... Sorrio... Observo indiferente
Consumo tudo num ciciar baixinho
com minha alma triste, amargurada...

Quadro obsceno de fundo quase ardente...
- Homem que crês, retoma o teu caminho
olha que tudo é pó... e o pó é nada!


Maria Helena Amaro
13/05/1955


domingo, 2 de junho de 2013

Nada



(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Tinha as mãos cheias de luz
e o caminho era longo a percorrer...
Acendi todas...
Ergui altares...
Chamei irmã à noite...
Quis morrer...

Ai, mas na noite ninguém ouviu meu choro
quando o altar caiu
e as tochas deixaram
de iluminar estradas...

As tochas apagadas
penumbras mortas ficaram-me nas mãos
vazias e paradas...


Maria Helena Amaro
Agosto, 1968
Menção Honrosa Concurso  Fernando Pessoa - Braga.