Periodicidade de publicação de poemas

Caros leitores:
Espero que desfrutem na visita a este espaço literário. Este sítio virtual chama-se “Maria Mãe” e tem como página principal os poemas de Maria Helena Amaro.
Mostrar mensagens com a etiqueta Esperança. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Esperança. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Esperança


(Fotografia de António Sequeira)

Certo dia, Amor, hei de partir
na luz difusa de certa madrugada,
depois de terminar esta jornada
ao teu encontro, Amor, eu quero ir...

Hei de levar o meu rosto a sorrir,
alma suspensa, pura, essa morada,
e à minha espera, na curva da estrada,
estarás tu ainda estrela a luzir.

E lá no céu em terra abençoada
serei de novo a tua namorada,
a tua esposa com todo o meu sentir

Junto de Deus a paz nos será dada,
almas unidas numa só braçada,
vida diferente sem passado ou porvir.

Maria Helena Amaro
2 de maio de 2010 

sábado, 23 de agosto de 2014

Desventura


(Ilustração de Maria Helena Amaro)

No caminho da vida que percorro
neste mundo todo feito de maldade
só encontro dor e futilidade
e vozes tristes a clamar socorro

Socorro! Diz a minha alma angustiada
querendo como tantas de amargura
num mundo cruel de desventura
perseguida sem dó, acorrentada...

Vai-te amargura! Deixa minha alma assim
assim sozinha... Sozinha sem ninguém
deixa-a a chorar tão só, perto de mim...

Deixa-a viver a Esperança que tem
caminhando depressa para o fim
a encontrar os ideais do Bem!


Maria Helena Amaro
2/07/1953

sexta-feira, 9 de março de 2012

Esperança (II)


Quando tu vieres
Sereno e triste
A mendigar carinho…
Até o Sol de fogo há de dourar
As pedras do caminho!
Hei de lavar a calçada da rua
Com essência de rosas
E soltarei ao vento da Ilusão
As minhas mariposas
E hei de pôr estrelas
Nas mãos, nos pés, nos olhos…
De braços estendidos para o Sol
Hei de dourar abrolhos…

Quando tu vieres
Sereno e triste
A mendigar carinho…
Até a lama que cobre a minha rua
Será da cor do arminho!

Para ti
Que amas tanto a vida
O Sol, o Fogo…
Num ramo de junquilhos
Eu hei de concentrar
Todo o oiro crescido nos jardins
Toda a espuma do mar…
 ………………………………………………………………………………

Quando tu vieres
Sereno e triste
A mendigar carinho
Eu estarei
À tua espera
Na curva do caminho!  

Maria Helena Amaro
In, «Maria Mãe», 1973.




sábado, 21 de janeiro de 2012

Canção da Esperança


Canta-me tu uma Canção de Esperança
Antes que venha a chuva
E as estrelas deixem de brilhar
Uma Canção de Esperança
Feita de risos, de pássaros, de Sol
De neve a cintilar...

Sou menina enjeitada...
Sou peregrina faminta...
Sou pássaro perdido...
Sou estrela caída...
Sou espelho apagado...
Sou onda sem maré...

Já deitei fora
Farrapos negros dos meus sonhos rotinhos
E estendi à Luz
No arraial da Dor
Os troncos nus dos meus cedros partidos...

Canta-me tu uma Canção de Esperança
E deixa-me pousar
Serenamente como criança nua
No teu regaço a minha alma parada...

Uma canção de Luz, de Sol, de Fogo
Da neve a cintilar

Antes que venha a chuva
E as estrelas deixem de brilhar!...

Maria Helena Amaro
In. «Maria Mãe», 1973

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Esperança


Veio a Esperança na luz da madrugada
E ficou comigo todo o dia…

Meu Deus
Estou aqui
De mãos cruzadas diante do caminho
A mendigar ao Sol
Um pouco de alegria…

Veio a Esperança na luz da madrugada
E prometeu ficar…

Ai, se não fosse a Esperança
Nem valia a pena olhar o Céu
Nem ouvir o cântico dolente
Do vento que passou
Sem me levar…

 

Maria Helena Amaro
In «Maria Mãe», 1973

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Esperança


Não guardes o tormento
em flocos de algodão,
nem apagues os espinhos
escondidos na alma…

Não leves a passear o teu pequeno mal
nem cantes aos outros a dor que não dominas.

Há feridas que não chegam a sarar
e cicatrizes que se tornaram chagas…

A tua dor
é uma rosa que ri na madrugada
porque vai desabrochar
cetinosa e ridente
ao sol do teu meio dia…

Tem esperança
quando a noite surgir
alguma estrela brilhará de novo.
Aleluia!

Maio, 2010
Inédito, Maria Helena Amaro