Periodicidade de publicação de poemas

Caros leitores:
Espero que desfrutem na visita a este espaço literário. Este sítio virtual chama-se “Maria Mãe” e tem como página principal os poemas de Maria Helena Amaro.
Mostrar mensagens com a etiqueta Poesia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Poesia. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Poesia - Dia da mulher


(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Não venham hoje bater à minha porta.
Hoje não estou... Não recebo ninguém.
Quero sentir-me velha, rude, morta,
encurralada na dor que me retém.

Não  venham hoje encher a minha sala
de risos, de barulho, de questões...
Quero o silêncio que me canta e embala.
Não quero  fitas, nem arcos, nem balões...

Deixem-me só na minha solidão.
Tenho paz, tenho luz na minha mão
e a caneta já fala de alegria...

É mais um pouco... À dor vou dizer não.
O papel é amigo e é irmão.
Quero estar só... Para ouvir a Poesia!

Maria Helena Amaro
8 de março de 2015.


domingo, 13 de maio de 2018

Poesia (a)


(Ilustração de Maria Helena Amaro)

3
Lá do alto do «simpósio»
- Onde ides com ar fidalgo?
Vou chamar o meu Ambrósio
p´ra me trazer de bom... algo!

4
Que me quereis, senhora minha?
Da caminhada, estou morto!
Trazei-me uma bolachinha...
Um cálice de Vinho do Porto!

Maria Helena Amaro
8/02/2018   

sábado, 12 de maio de 2018

Poesia


(Ilustração de Maria Helena Amaro)

1
Onde ides cheia de sol
vestidinha de cetim?
Vou cortar um girassol
que nasceu no meu jardim!

2
Onde ides linda flor
com olhinhos «zaragateiros»?
Vou buscar o meu amor
que se perdeu nos romeiros!

Maria Helena Amaro
8/02/2018

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Poesia


(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Ando à procura
de uma forma gentil
de colocar a poesia
em tudo o que escrevo...
Palavras são palavras,
ideias são ideias...
O sonho é meu enlevo...

Maria Helena Amaro
Março de 2014

sábado, 14 de janeiro de 2017

A minha poesia


(Ilustração de Maria Helena Amaro) 

Sei que a minha poesia é imperfeita,
cheia de afirmações, tão pouco exatas,
de ideias utópicas, abstratas,
que sempre escrevo com uma rima eleita.

Sei que a minha poesia é ideário,
de quem vive a vida aos solavancos,
coisas tão velhas metidas num armário.

Sei que a minha poesia não vai longe,
aqui nasce, ali morre esfarrapada,
escrita sem luz e logo abandonada...

Poesia de uma alma feita monge
que enfeita de sol a sua estrada,
mas espera da vida tudo... ou nada!

Maria Helena Amaro
Novembro, 2013

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Poesia


(Fotografia de António Sequeira)

Escrevo com paixão,
apanho letras, ideias sugestões,
frases estranhas,
sonhos, recordações,
e lá vou eu no barco
das lembranças...
Mesmo que a vida chore
e a estrada seja sinuosa,
lá vou de guitarra na mão
como cigarra tonta
a mendigar na rua
um pedaço de pão...
É poesia o pão
a tristeza, o luar,
a luta e a alegria...
Também eu vou na farra,
sem siso e sem razão,
porque faço poemas
de triste inspiração.
Assim, escrevo com paixão.

Maria Helena Amaro
Novembro de 2012   

sábado, 21 de março de 2015



O Dia Mundial da Poesia celebra-se, hoje, dia 21 de março. Este dia foi criado na XXX Conferência Geral da UNESCO, em 16 de novembro de 1999. 

O propósito deste dia é promover a leitura, escrita, publicação e ensino da poesia em todo o mundo.

Bem hajam todos os poetas que recriam a realidade, em cada dia da nossa existência, e nos ajudam a sonhar o mundo.

Boas leituras!


quarta-feira, 28 de maio de 2014

Poesias























(Ilustração de Maria Helena Amaro)



"Chamai-me louca e eu dir-vos-ei que sou rainha..."


Maria Helena Amaro
Esposende, 25 de agosto de 1958

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

O Poeta

(Ilustração de Maria Helena Amaro)


O Poeta é sonhador
Sonha por tudo e por nada...
Do sol, faz dia de chuva,
do dia, noite estrelada.

O Poeta é sonhador
por estradas palmilhadas.
Canta como o trovador
canções tão mal musicadas.

O Poeta é sonhador
a terra pinta de azul
e o céu pinta de terra...

Pobre de ti sonhador!
Tanto canta! Tanto erra!

Maria Helena Amaro
Inédito, abril de 2008 

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Poesia


Estendi os braços para o Sol
E a vida floriu nas sombras negras
Projetadas no chão…
Dos meus dedos brotaram açucenas
E os meus olhos regaram violetas…
Cavei com mãos de fogo
A terra calcinada
E os junquilhos nasceram mais viçosos
Nos olhos das crianças...
Pintei de verde o portal da Escola
E pedi aos meus meninos anjos
Que escrevessem azul no negro denso
Do quadro da sala…
Aos pés do Homem Deus pregado no madeiro
Suspenso na parede
Pus um punhado de lilases roxos
E um bilhete branco
Escrito à mão
Pela pior aluna
Da classe atrasada…
                   Pedi estrelas e delas fiz caminhos
                   Busquei estrelas e delas fiz viagens…
                   Agora
                   Não sei para onde vou
                   De mãos suplicantes
                   De pés suspensos em estranhas certezas
                   A escrever cantando
Os meus apelos verdes…
- Verdes são as esperanças!
- E dizem-me Poeta
Só porque gosto
Desesperadamente
De flores
De risos
De crianças



Maria Helena Amaro
In, «Maria Mãe», 1973