Periodicidade de publicação de poemas

Caros leitores:
Espero que desfrutem na visita a este espaço literário. Este sítio virtual chama-se “Maria Mãe” e tem como página principal os poemas de Maria Helena Amaro.
Mostrar mensagens com a etiqueta Pai. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Pai. Mostrar todas as mensagens

sábado, 9 de dezembro de 2017

A meu pai


(Fotografia de António Sequeira)

Meu pai, meu livro de lembranças,
que escrevi ao longo da minha vida,
é para mim a obra mais sentida,
fala de amor, de paz e de crianças.

Meu pai, meu livro de poemas,
de gravuras, de sonho e de ternura,
sem cruezas; sem rios de amargura.
Um molho enorme de belas açucenas.

Meu pai, minha serenata, de cigarra,
de uma cantiga tangida de guitarra,
companheira de sossego e de calma.

Meu pai sereno, vestido de humildade,
tão sereno em leis, em lealdade,
era o meu cais no mar da minha alma!

Maria Helena Amaro
Junho, 2014 

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Dia do Pai


(Óleo sobre tela de Maria Helena Amaro)

Para o Pedro Miguel:

O papá é boa peça.
É um papá muito fixe.
Mesmo que não o pareça
quando nos diz: que se lixe!

O papá é companheiro.
É mesmo boa pessoa.
Só não nos quer dar dinheiro
para gastarmos à toa.

Somos os filhos que tens,
neste dia de alegria.
Beijinhos e parabéns
do Pedro, Quico e da Bia.

E não só...
Da Mãe, Fafá e da vovó... 

Maria Helena Amaro
19 de março 2014

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Os dedos de meu pai


(Fotografia de António Sequeira)

Os dedos de meu pai pulavam na guitarra
como crianças correndo no jardim...
Vinham os trinados de encontro a mim
cotovias... rouxinóis... uma cigarra?

Os dedos de meu pai longos, delgados,
dançavam na guitarra com leveza...
Era harmonia... música... beleza...
Baladas... canções... duetos... fados.

Ficava muda ouvindo as guitarradas,
com elas vinham duendes, magos, fadas
e na noite, bailados de luar...

Os dedos de meu pai eram sereias,
cometas, estrelados, luas cheias,
que corriam sobre mim, para me encantar...

Maria Helena Amaro
8/01/2014

domingo, 13 de março de 2016

11 de junho (A meu pai)


(Ilustração de Maria Helena Amaro)


Meu pai fazia anos neste dia
e toda a casa se cobria de festa.
- Fazer anos, com tristeza, não presta -
Dizia minha mãe com alegria.

Meu pai, muito calado, só sorria...
Ao receber presentes, parabéns...
Indiferente a riquezas, honras, bens;
Muito obrigado! Ternamente, dizia.

Meu pai já não faz anos,  já não vive.
Achei tão breve a presença que tive.
Sinto saudades do seu doce aconchego.

Olho o retrato - murmuro: Tão bonito!
Tão humano, tão justo! Eu acredito,
que foi em Deus que encontrou sossego!

Maria Helena Amaro
11/06/2012



sábado, 15 de março de 2014

Dia do Pai (2014)









(Ilustração de Maria Helena Amaro)


Dia do Pai

19 de março de 2014

 

Chamaram-te «Pai» e tu sorriste,

ergueste os braços num gesto de agrado,

rosto sereno e olhar demorado,

nome de força a que ninguém resiste.

 

Chamaram-te «Pai» e tu lutaste,

para que nada faltasse em nossa casa,

foste para nós a mais serena asa,

compreendeste, amaste, perdoaste!

 

Quem teve um Pai bondoso como eu,

é que adivinha a dimensão do céu,

onde possam caber todos os pais!

 

Eu tive um Pai, morreu,

mas está vivo neste pedaço meu,

Está comigo, não o esqueço mais!

 


Inédito – Maria Helena Amaro

Braga, março de 2014.

 

domingo, 3 de novembro de 2013

Aniversário (Pai)




















(Fotografia de António Sequeira)


Pai 
que saudades tenho de ti!
Para mim não morreste:
apenas foste viajar um pouco
para espalhar melhor
as agruras da vida.
Tu estás aqui
no jornal desdobrado
na cadeira encostada
nos óculos perdidos
nas calças engelhadas
nos sapatos cambados
no arrastar de voz
no olhar distraído
na frase entrecortada
na ideia suposta
no gesto impaciente
na ordem discutida
na crítica modesta
no dar sem refletir
na desculpa estudada
no exemplo de vida
no dizer delicado
na escolha hesitante
no discurso cansado
tu estás aqui...

                              para sempre!

Maria Helena Amaro
1/10/1988
Esposende

sábado, 27 de outubro de 2012

Dia do Pai (1996)


(Fotografia de António Sequeira)
Pai,
Quando chegas cansado,
é difícil dizer
uma frase bonita
que te faça sorrir…

Fico muito calado
mas, é só a fingir,
porque acho que a vida é quase tudo
e eu gosto de viver
a rir, à gargalhada.

Quando eras assim,
criança como eu,
então o que fazias?
Gritavas? Cantavas?
Gostavas de estudar?
Também corrias?

Perdoa pai
as minhas traquinices!
Logo, à noitinha
quando chegares a casa,
mesmo que venhas morto de cansaço,
eu vou gritar
com todo o meu amor:
- Ó meu grande papá,
dá-me cá um abraço!


Maria Helena Amaro
Inédito, março, 1996

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Dia do Pai (2008)


(Fotografia de António Sequeira)
É um Amor
que não se escoa
não morre
não se vai...

Intenso como o mar
claro como o Sol
é o Amor de Pai

Para mim,
da vida, são os trilhos.
Amor de Pai
Amor dos filhos.

Maria Helena Amaro
Inédito, 19 de março de 2008. 

domingo, 9 de setembro de 2012

Dia do Pai (2007)

 
(Ilustração de Maria Helena Amaro)
 
 
Dia do Pai é um dia de Amor,
Implora à vida toda a Luz,
Ama, recorda, saúda e acalenta...
 
de coração aberto à nossa voz,
ouve, aconselha, ata desata nós...
 
Pai é ser isto, muito, tudo, mais,
Amar e ser amado sem medida
Indiferente à Dor ou à tormenta.
 
Maria Helena Amaro
Inédito, 19 de março de 2007


domingo, 5 de agosto de 2012

Dia do Pai (2006)

(Ilustração de Maria Helena Amaro)


O verdadeiro Amor
nunca se desgasta;
Quanto mais se dá,
mais se tem!

Dia do Pai, festejai
com prendas e alegrias
Eu acho que «Dia do Pai»
deve ser todos os dias.


Maria Helena Amaro
Inédito, 19 de março de 2006 


quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Dia do Pai (2002)

(Ilustração de Maria Helena Amaro)


Já não interessa ser marido
Nem ser um pai predileto
O que interessa a este Pai
É dar colinho ao seu Neto!


É colinho a toda a hora...
é colinho/devoção...
Colo por dentro e por fora
Colinho no coração.

E, assim, com esse neto
Nós todos nos alegramos
ao ver que cada ano que passa
fica mais jovem.
Feliz Aniversário
Neste Dia do Pai!


Maria Helena Amaro
Inédito, 19 de março 2002.


terça-feira, 31 de julho de 2012

Dia do Pai (2004)

(Fotografia de António Sequeira)


A vida tem tantos dias...
Vem um dia e outro vai...
Mas o dia de alegrias
É este Dia do Pai


Dizer Pai é dizer Bem
na vida que pouco dura...
Quem o tiver guarde-o bem
Encha-o de Paz e Ternura

E com a ajuda de Deus
Dê-lhe um pouco de Ventura!


Maria Helena Amaro
Inédito, 19 de março de 2004  


segunda-feira, 30 de julho de 2012

Dia do Pai (2003)

(Ilustração de Maria Helena Amaro)


Nasce o Sol todos os dias
Vem um ano e outro vai
Nas festas e nas alegrias
Vem sempre o Dia do Pai!


Maria Helena Amaro
Inédito, março, 2003



quarta-feira, 21 de março de 2012

Dia do Pai (III)




(Fotografia de António Sequeira)

Há um ano a festa foi só tua
e a nossa mesa encheu-se de presentes…
Recorda, meu Amor! Ainda sentes
a alegria que ia nesta rua?

Eram os filhos, os netos, as canções,
os beijinhos, os olás e os abraços,
o calor amigo desses braços
e o teu sorriso tão cheio de ilusões!

Este ano não há festa nem ofertas,
só orações e lágrimas estão certas
e um abraço que toca a eternidade…

Foste um pai de portas sempre abertas,
em atitudes e posições correctas,
sem ti a vida será uma saudade!


Inédito – Maria Helena Amaro
Braga, 19/03/2010



Nota: Com o objetivo de promover a riqueza e a diversidade linguística, a UNESCO decidiu, em 1999, proclamar o dia 21 de março Dia Mundial da Poesia.

terça-feira, 20 de março de 2012

Dia do Pai (II)

(Fotografia de António Sequeira)


Um pouco de Saudade… e foste uma ilusão.
Um pouco mais de Amor…e foste enamorado.
Um pouco mais de fogo…e foste uma paixão.
Um pouco mais de vida… e foste Pai amado.

Um pouco mais de Luz... e nunca estarás só.
Um pouco mais de idade… e és Sabedoria.
Um pouco mais de Sonho… e tu serás Avô.
Um pouco mais de festa… e serás Alegria.

Um pouco mais de tudo, aqui, a vida inteira,
Tu ficarás connosco na Sonho e na Razão.
Como na luz do sol, a sombra permanece.

Tu ficarás connosco como na vez primeira.
Nem tristeza, nem Dor, nem Frio ou Solidão.
Um Pai nunca se vai, um Pai nunca se esquece!


Inédito – Maria Helena Amaro

19/03/2010.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Dia do Pai


                                                                                                  (Fotografia de António Sequeira)

Se regresso ao passado
tempo de riso
de alegria
de glória
é a ti que regresso
e conto a tua história:

- Era uma vez um Pai
que do «nada» cresceu
se fez «rei» e «senhor»
que à família deu o seu melhor
em Amor
Presença
Educação
Lição de vida
a cumprir com rigor
a Palavra
a Promessa
o Labor…

Era uma vez um Pai
que não ralhava
não batia
mas falava
e o que ele dizia
e o ele que exigia
não pesava…
Tão belo se sorria!

Era uma vez um Pai
que um dia foi embora
que um dia disse adeus
e nunca mais voltou…
Não foi embora
não.
Permanece de rosto prazenteiro
silencioso e vivo
no dia
no mês
no ano inteiro
imagem certa de Paz e de Perdão
neste meu cansado coração…
E porque muito amou
a ele devo
tudo aquilo que sou
e o que escrevo.
Era uma vez…
A história acabou.
Maria Helena Amaro, (inédito), 19 de Março 2009