Periodicidade de publicação de poemas

Caros leitores:
Espero que desfrutem na visita a este espaço literário. Este sítio virtual chama-se “Maria Mãe” e tem como página principal os poemas de Maria Helena Amaro.
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quarta-feira, 16 de julho de 2014

Para ser lido amanhã


(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Desde o dia distante em que nasci
a minha alma só, abandonada
A vida pouco ama ou quase nada
e a morte em vão busca por ti...

Ela é uma sombra que vagueia
por entre multidões sem nada ver
é uma vida que deseja morrer
é luz dum sonho que ninguém anseia

É a fogueira ardente crepitando
É o calor de fogo permanente
É luz difusa duma estrela cadente
É a brandura clara esvoaçando...

Maria Helena Amaro
Braga, 11/02/1953

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Amanhã



Quando vieres fazer-me companhia
Traz um pouco de Sol
À rua estreita onde os destinos param
E conversam Esperanças
Ciosos e alegres
De te verem passar...

Quando  vieres fazer-me companhia
Não me perguntes
Porque na jarra pus flores vermelhas
Gostando das azuis...

Não me perguntes porque são de sal
As pintas brancas dos meus olhos claros
A saltar no meu rosto...

Quando vieres fazer-me companhia
Não prometas ficar...
Nunca a estrela teve amor ao luar...


Maria Helena Amaro

In, «Maria Mãe», 1973

sábado, 3 de dezembro de 2011

Amanhã



Há de vir o dia
Povoado de sonhos inéditos
Em que poderei cantar
O meu cântico de amor e alegria…

Nem asas partidas
Nem risos ingentes…
Nem olhos apagados implorando sol…


Há de vir o dia…
- Ai, a Ventura não será mito…
- Em que eu possuirei o Infinito!

Maria Helena Amaro
In «Maria Mãe», agosto 1973