Periodicidade de publicação de poemas

Caros leitores:
Espero que desfrutem na visita a este espaço literário. Este sítio virtual chama-se “Maria Mãe” e tem como página principal os poemas de Maria Helena Amaro.
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sábado, 14 de março de 2015

Despedida



(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Eu vou partir... Bem triste é a partida
Quando a alma de desfaz em amargura
Quando há prantos na breve despedida
e a nossa vida recomeça... continua...

Eu vou partir... Vossas capas velhinhas
são lenços negros a tremular ao vento
são tais alegres, escuras andorinhas
tristes e belas esquivas como o tempo!...

Eu vou partir... Meu triste coração
fica escondido no álbum da saudade
que alguém guardou deste velho liceu...

Mas eu bem sei que a minha mocidade
fica enterrada na fria escuridão
dos meus tempos já moços, sonho meu!


Maria Helena Amaro
21/06/1954 

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Despedida




















(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Hei de ir de vez
e ninguém vai notar...
Hei de ir de vez
e se alguém me agarrar
grito que não... que não... que não...

Basta de loucos!
Partido o coração
ninguém o solda as formas...
(grito que não... que não... que não...
que não...)
São loucos!

Maria Helena Amaro
Maio, 1997

terça-feira, 10 de julho de 2012

Despedida II

(Ilustração de Maria Helena Amaro)


Anda a morte rondando a minha porta
promovendo a paz e o descanso
tornando o meu olhar sereno e manso
dizendo que estou velha, que estou morta.

Anda a morte rondando a minha rua
falando de adeus e despedida
mas eu festejo com alegria a Vida
e prefiro o Sol à luz da lua

Anda a morte rondando o meu estar
falando do passado sem falar
promovendo o ceú da eternidade

Eu estou viva, assim quero ficar
e se ela me vier atormentar
digo que não... que não... não tenho idade.

Maria Helena Amaro
Inédito, maio, 2005



domingo, 22 de abril de 2012

Despedida

(Fotografia de António Sequeira)

Para a Cândida Lima:

Dizer adeus nem sempre é despedida
Vestir de verde não é falar d'esperanças
Uma miragem pode ser uma quimera

Não há outono p'ra quem passou a Vida
a semear Amor entre as crianças
como se o mundo fosse primavera!

Aceita a Luz não feches a janela
Deixa que o Sol entre a jorros por ela
e inunda de Paz todo o seu ser...

Vem a Saudade? Não lhe feches a porta!
Chega o Passado? Não sejas folha morta!
Recorda sempre... Recordar é viver!


Maria Helena Amaro
Inédito, julho, 1995