Periodicidade de publicação de poemas

Caros leitores:
Espero que desfrutem na visita a este espaço literário. Este sítio virtual chama-se “Maria Mãe” e tem como página principal os poemas de Maria Helena Amaro.
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domingo, 14 de junho de 2015

Fantasmas


(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Descera a noite. No pinheiral distante
ralos cantavam, uma canção de amor
e a lua além sorrindo esfuziante
tinha vestidos de prata e de calor...

Desabrochavam à beira do caminho
hortênsias brancas, azuis, de mil cores...
Havia um concerto d'amor em cada ninho...
Nos meus jardins casavam-se as flores!

Noite de sonho, cálida, inebriante
com mil perfumes de mulher formosa
que é a terra numa noite de estio.

Fui noiva, fada; fui cavaleiro andante
num sonho imenso que a doce natureza
trouxe nas águas escuras d'algum rio! 

Maria Helena Amaro
13/02/1955

sábado, 28 de março de 2015

Fantasmas


(Ilustração de Maria Helena Amaro)


Aquelas ilusões que eu sonhei
com fantasmas que por mim passaram
A verdade as matou, eu as enterrei
e os meus olhos para elas se fecharam...

Esses fantasmas que eu amar julguei
foram para mim pesadelos de dor
julguei amá-los! Oh! Bem me enganei
porque p´ra mim não nasceu o Amor!

De todos eles no meu peito eu guardei
doces lembranças que eles me deixaram
e com as quais ainda os recordei...

Tentei esquecê-los... Eles me recordaram
que outrora lhes quis fora da lei
daquele amor, que outras lhe negaram...

Maria Helena Amaro
12/10/1954



domingo, 25 de janeiro de 2015

Fantasmas


(Fotografia de António Sequeira)

Erguem-se os fantasmas lá na rua
com suas vestes brancas a adejar...
Deslizam mudas à ténue luz da lua
como chamas de vela a tremular...


Maria Helena Amaro
1956

terça-feira, 13 de março de 2012

Fantasmas


Vieram de longe estes fantasmas
Pagos pelo diabo
Para me torturar…

Fico presa
De pés e mãos mergulhada na dor
Há uma sombra branca
Etérea, transparente
Postada em desafio
Entre mim e ti, ó meu Amor!

Deixa-a passar
Confio tanto na alva madrugada
Que vou sorrindo aos fantasmas que chegam

Pagos pelo diabo
Para me torturar…



Maria Helena Amaro
In, «Maria Mãe», 1973