Periodicidade de publicação de poemas

Caros leitores:
Espero que desfrutem na visita a este espaço literário. Este sítio virtual chama-se “Maria Mãe” e tem como página principal os poemas de Maria Helena Amaro.
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quarta-feira, 23 de março de 2016

Mensagem

 

(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Por favor, não fales mais...
As palavras que usas são pedradas
que atiras às pessoas espantadas,
são como tiros que não se esquecem mais.

Por favor, não te expresses mais.
Guarda para ti as garras afiadas
por que te exaltas por pequenos nadas
porquê viveres atitudes boçais?

As pessoas que se exaltam são banais
caminham sós por estranhas estradas
as rixas delas são meros vendavais.

Por favor, não, não grites mais.
Usa palavras serenas sossegadas...
Deixa que o vento leve os temporais.

Maria Helena Amaro
Agosto, 2012 

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Mensagem para Timor






(Ilustração de Maria Helena Amaro)


Mando-vos o barco
que quis ir a Timor
carregado de Protestos
e de Esperanças.
Colocai-o nos olhos das Crianças.
Elas ouvem notícias...
Elas leem jornais...
Ouçam-nas.
Escutem-lhe os gritos,
estudem-lhe os gestos,
vejam os traços que pintam no papel.
Elas falam de Paz...
Da liberdade...
Da tristeza, de Dor...
Colem-no todos nas ruas da cidade,
nas paredes, nas janelas, nas postais,
num Protesto de Amor.
Porquê Porquê Porquê
Por causa de Timor,
não acreditarão nos Homens
nunca mais! 


Maria Helena Amaro
Natal, 1994
Jogos Florais- Casa do Professor
1º Prémio - Poesia

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Mensagem (Ao Tono, 1996)




















(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Apenas queria,
encostar no teu ombro
a minha cabeça,
roçar os meus lábios
no teu rosto
e dizer-te
serenamente,
como em oração:
Eu te amo...
Eu te amo...

Apenas queria
estender a minha mão
e encontrar a tua
num gesto seguro
de eternidade...

Apenas queria...
Mas este tormento não passasse
dum tormento sem nome
que se desfaz
no quotidiano cinzento
de uma vida sem cor...

Apenas queria...
Apenas queria...
dizer-te serenamente
como uma oração feita
de luz:
Meu Amor, Meu Amor, Meu Amor!

Maria Helena Amaro
14 de fevereiro 1996
(Prémio Fernando Pessoa)

domingo, 9 de junho de 2013

Mensagem (Ao Tono)




















(Ilustração de Maria Helena Amaro)


Para além de tudo, Amor,
existes tu...

Deixa-me chorar...
Deixa-me dizer...
Deixa-me gritar à minha dor
que existes tu!

Deus há de ajudar-nos
a guiar o barco naufragado...
Dá-me a tua mão...
Fecho os olhos.
Sorrio às flores belas do passado!

 
Maria Helena Amaro
Agosto, 1968
(Concurso Pedro Homem de Melo)

domingo, 21 de abril de 2013

Mensagem (2010)


(Ilustração de Maria Helena Amaro) 

Chamo por ti e tu estás comigo
voltas a ser o esposo, o amigo,
aquele que me dava opinião...

Tantas coisas te dizia e já  não digo,
mas, parar de chorar eu não consigo,
pois me dói a alma, o coração...

Chamo a tua alma e ela me responde,
eu sei que estás no Céu, lugar  aonde,
Deus te Colocou por merecimento.

Bondade como a tua não se esconde,
no meio da tristeza, onde estás, onde? 
Repousa em paz, longe do sofrimento!

Maria Helena Amaro
Inédito, 26/04/2010            


sábado, 23 de março de 2013

Mensagem (26/02/2010)




















(Ilustração de Maria Helena Amaro) 


«Na Mão de Deus,
na sua mão direita,
repousou enfim meu coração...»
assim disse o poeta teu irmão,
num jeito de cansaço e oração...
também teu coração andou cansado,
também teu coração procurou poiso,
coração dorido, enamorado,
por veredas e rumos repartido.

Na Mão de Deus achou o seu repouso,
na Mão de Deus achou uma pousada,
na Mão de Deus procurou um sentido,
na Mão de Deus achou a paz  negada.

Na Mão de Deus
na Sua Mão Direita,
como um voo, como um sopro,
sem um grito,
repousa como anjo adormecido
teu doce coração,
eu acredito! 
Tua Lena.

Maria Helena Amaro
26/02/2010
  

sábado, 6 de outubro de 2012

Mensagem IV
















(Fotografia de António Sequeira)


Quando morrer
hei de pedir a Deus
p´ra voltar a nascer...

Se for flor hei de ser violeta.
Se for ave, hei de ser andorinha.
Se for insecto, hei de ser borboleta
Se for mamífero serei uma gazela
Se for peixe, eu quero ser enguia
Se for um astro, eu hei de ser cometa
Se for o tempo, eu quero ser o dia
Se for espaço, eu quero ser nuvem
Se for a nuvem, eu quero ser luar
Se for água eu hei de ser o mar
Se for fogo, eu quero ser carvão
Se for a vida
voltar
a ser mulher...
Não!

Maria Helena Amaro
setembro, 1982

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Mensagem III (...)

(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Preciso de saber por onde vou
Preciso de um caminho apetecido
Preciso de saber se ainda sou
um pedaço de amor reconhecido

Preciso de saber...
Preciso de sorrir...
Preciso de viver....
E não quero mentir...

Anda o mundo todo aos turbilhões
sem paz e sem sentido...
Onde estão, então as ilusões
de amor e de consolo?...

Sou menina pequena
Tenho medo
quero colo...


Maria Helena Amaro
Inédito, setembro, 2005

sábado, 31 de março de 2012

Mensagem II

(Fotografia de António Sequeira)
Ao veres o entardecer
Olhando a vida que passa
Não queiras entristecer
Põe um vaso na vidraça...

Que os que passam por ti
Acham a vidraça bela
Coração que me sorri
Vaso de luz à janela...

Maria Helena Amaro
Inédito, 16/11/1998

terça-feira, 27 de março de 2012

Mensagem I


(Fotografia de António Sequeira)



Já não interessa, não,
o que faço, o que penso, ou o que digo,
sei apenas que já não estás comigo
E me pesa esta amarga solidão

Tanta coisa gostava de ter dito,
tanta coisa gostava de ter feito,
mas tu voaste logo ao Infinito,
e me deixaste pobre deste jeito…

Em cada canto da casa é o teu rosto,
que vejo desenhado, com doçura,
a olhar-me com laivos de ternura,
a dizer-me: «Não chores, que não gosto.»

Mas eu choro e digo te amo,
que a morte levou-te por engano,
e que vais regressar um destes dias…

Sei que não vens, o que sonho é engano,
sei que estarei sem ti, um mês, um ano…
sem amor, sem flores, sem alegrias!


Inédito, Braga, 28/02/2010
Maria Helena Amaro