Periodicidade de publicação de poemas

Caros leitores:
Espero que desfrutem na visita a este espaço literário. Este sítio virtual chama-se “Maria Mãe” e tem como página principal os poemas de Maria Helena Amaro.
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sábado, 10 de maio de 2014

Penumbra




















(Ilustração de Maria Helena Amaro)


Sou a cigana de alma esfarrapada
que encontraste um dia...
à tua espera na curva da estrada...
Lembraste amor dos meus olhos em sol
e da asa escura
daquele pássaro que passou por nós
em direção ao céu
a rir à gargalhada? ...
Lembraste, amor?
Ai se meus risos fossem badaladas
havia de contar uma por uma
as minhas horas tristes.
Estas horas paradas
em que te espero suspensa do regresso
a murmurar
tão longe já da curva da estrada
- Sou uma cigana esfarrapada...


Maria Helena Amaro
Outubro, 1962



quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Penumbra


Anda o Sol a namorar
As pedras da minha rua
Na calçada dançam sombras
Todas vestidas de negro…

Coisas lindas diz o Sol
Às pedras da minha rua…
Nas sombras que ele desenha
Na calçada toda luz
Andam fadas
Disfarçadas
Todas vestidas de negro…
Dançam… dançam…
De mãos dadas
Até que apareça a Lua!
Pobres fadas
Disfarçadas
Na calçada lá da rua…

Quando o Sol se for embora
E as sombras forem maiores
For maior a escuridão…
As fadas virão morar
Todas vestidas de negro
Dentro do meu coração!

Maria Helena Amaro
In, «Maria Mãe», 1973