Periodicidade de publicação de poemas

Caros leitores:
Espero que desfrutem na visita a este espaço literário. Este sítio virtual chama-se “Maria Mãe” e tem como página principal os poemas de Maria Helena Amaro.
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domingo, 2 de agosto de 2015

Visão


(Fotografia de António Sequeira)

Ele surgiu na luz da madrugada
numa manhã de certa primavera...
Ele surgiu, Senhor!
Será uma quimera?

Ele surgiu na luz do meu poente
num por do sol que não tivera aurora...
Ele surgiu, Senhor!
Então porque  demora?

Ele surgiu vestido de brancura
e da noite fez estradas de luz...
Ele surgiu, Senhor
Será a minha cruz?

Ele surgiu mais rico do que eu
e em rosas a vida tornou.
Ele surgiu, Senhor
Então, quem o achou?

Ele surgiu...
Senhor! Ninguém o viu?!

Maria Helena Amaro
22/11/1957 

domingo, 7 de junho de 2015

Visão


(Ilustração de Maria Helena Amaro)


Ele há-de surgir no meu caminho
quando minha alma menos o esperar...
Pousará no meu, o seu claro olhar
e há-de sorrir-me com meiguice e carinho...

Há-de vir talvez cansado da jornada
de me buscar neste mundo sem fim
Hei-de confortá-lo tanto... e ele a mim
Muito hei-de amar... Muito serei amada...

E de  mãos dadas iremos vida fora
curando nobremente os abrolhos
que a vida nos deu precocemente

Dar-lhe-ei o que sonhei agora
e Deus há-de pôr nos meus olhos
a ventura, o amor, eternamente...

Maria Helena Amaro
13/12/1955

sábado, 17 de dezembro de 2011

Visão

Ai, não venhas saber porque chorei
E escondi o rosto
Nestas mãos cansadas de afagar
Primaveras sem nome…
Passa adiante, Amor!
Ai, não queiras saber…
São como velas de moinho de vento
Estes meus sonhos de menina-cigana…
Pintei de Azul a Colina da Vida
E povoei de pássaros o Céu…
Amei o Sol
E fui devota de Auroras ridentes…
Ai, não venhas saber porque chorei…,
Eu tinha fome de olhos transparentes!...

Maria Helena Amaro
In, «Maria Mãe», 1973