Periodicidade de publicação de poemas

Caros leitores:
Espero que desfrutem na visita a este espaço literário. Este sítio virtual chama-se “Maria Mãe” e tem como página principal os poemas de Maria Helena Amaro.
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domingo, 12 de abril de 2015

Abandono


(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Num sonho todo feito de incerteza
eu mergulhei minha alma torturada
E desse sonho todo feito de beleza
tudo se foi e dele resta o nada...

Esses castelos que eu ergui ao vento
uma forte rajada os derrubou
E eu fiquei nos escombros do tempo
mergulhada quando alguém me acordou...

Louca de mim que quis acreditar
numa sombra vagueando ao luar
que incidia no meu liso caminho

Meus sonhos, meus risos, meus anelos
todos se foram com os meus castelos
deixando-me à  mingua de carinho!


Maria Helena Amaro
9/03/1955

domingo, 19 de outubro de 2014

Abandono


(Ilustração de Maria Helena Amaro)


Pobre de mim! Triste desventurada
que vagueio no mundo sem ter Luz
olhai pr'a mim, perdoai-me Jesus!
Dai-me uma guia nesta longa jornada...

Mostrai-me um caminho uma estrada
onde possa caminhar sem mais ninguém
levando em mim a presença do Bem
P´ra não mais me sentir abandonada

Já que todos fingem não me ver
ao menos Vós entrai no meu viver
na minha vida, no meu pobre coração

Aliviai-me desta grande amargura
que faz da minha vida a desventura
que faz deste sofrer uma ilusão

Maria Helena Amaro
Braga, 12/12/1953

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Abandono


Estas tardes paradas...
Estas noites desertas...
Este silêncio ético das coisas...
Estes ecos de risos sem manhãs
Que nunca  foram meus...

Estas ruas desertas...
Estas flores crescidas aqui à minha porta
Sem cor e sem perfume
Como anjos ateus

Fazem sentir-me Morta!

Maria Helena Amaro
In, «Maria Mãe», 1973