Periodicidade de publicação de poemas

Caros leitores:
Espero que desfrutem na visita a este espaço literário. Este sítio virtual chama-se “Maria Mãe” e tem como página principal os poemas de Maria Helena Amaro.
Mostrar mensagens com a etiqueta Asas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Asas. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Vou contar-te uma história


(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Conheci a vida quando era menininha,
e precisei de um berço e de um abraço
de uma mão segura a guiar o meu passo,
a aprender a dar muito que tinha

Eu tinha uma alma de andorinha
precisava de vôo, luz, espaço
e de um abrigo quente, de um regaço,
quando a noite chegava tão lameirinha...

De vôos arriscados o meu pai me detinha
de sonhos e conversas a mãe era a vizinha
que desviava de mim a dor, o embaraço...

A vida que vivi é a história velhinha
de uma princesa no amor rainha
que escreveu poemas e os atou num laço.

Maria Helena Amaro
Braga, 1/12/2014 

sábado, 19 de abril de 2014

As tuas asas brancas




(Ilustração de Maria Helena Amaro)

As tuas asas brancas
são gritos verdes
no deserto imenso que é a vida

A vida, minha irmã
é um punhado acre de canções,
de choros, de sorrisos,
de lama, de Infinito...
É esse apelo que nos torna maiores
e faz de ti peregrina
de caminhos sem fim...

As tuas asas brancas
são gritos verdes
no deserto imenso que é a vida...
Punhados de cetim!  

Quantos estendem ao Sol as asas brancas
e lançam no espaço gritos verdes!

Não dês a ninguém as tuas asas brancas
mas escuta nos caminhos do mundo
o adejar de asas como as tuas...

- Quanto vivo se encontra pelas ruas
num riso de criança? ...

Ó poesia de ter asas de neve!
Ó magia de estradas cor de esperança!

A vida, minha irmã,
é pó e luz,
A vida é riso e dor...
A vida são as tuas asas brancas
entre o negro e o branco
o vermelho e o azul
subindo mais e mais
até encontrarem no espaço
a pousada do Amor!

Maria Helena Amaro
Julho, 1960

sábado, 8 de junho de 2013

Asas



(Ilustração de Maria Helena Amaro) 


A minha alma
ergueu-se ao amanhecer
e vestiu-se de Esperança
para cantar...

Asas mortas
e voos destroçados
não a deixam voar...

Dá-me a tua Mão Senhor
Para que encoste nela
o meu rosto cansado
de chorar...



Maria Helena Amaro
Agosto, 1968
(Concurso Pedro Homem de Melo)

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Asas


Quem me dera ter asas como tu
E ir contigo rasgar o Infinito
Dos horizontes brancos
Onde o mar acaba e o Céu começa
Onde o Sol se vai reclinar…
Numa rubra promessa…

Rasgar o Azul num voo de Alegria
E matar em mim a sede de Distância…
Asas ao Sol,
A alma ajoelhada,
E ver-me refletida
Na poalha azulada
De imaculadas nostalgias
Onde o Sonho nasce e nunca morre!...

Quem me dera ter asas como tu
E perder-me à distância,
Muito além,
Onde ainda não chegaram
As vozes da Noite
E o choro inocente das crianças…

Quem me dera ter asas como tu
E contigo voar!
Havia de lançar-me ao Infinito
E procurar perder-me
Para que Deus,
Além no azul dos Céus,
Ouvindo o meu apelo de Ventura
Me pudesse encontrar!

Quem me dera ter asas e… voar!


Maria Helena Amaro
In, «Maria Mãe», 1973