Periodicidade de publicação de poemas

Caros leitores:
Espero que desfrutem na visita a este espaço literário. Este sítio virtual chama-se “Maria Mãe” e tem como página principal os poemas de Maria Helena Amaro.
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sábado, 15 de fevereiro de 2014

Cotovia







(Ilustração de Maria Helena Amaro) 

Ninguém ouve a cantilena
da cotovia que passa
(cantilena de desgraça)
escutar não vale a pena...


Nos caminhos desta vida
quando passa a cotovia
foi-se a noite, vem o dia
cheio de sol sem medida.


E então esta gente canta
manda p'ra longe a desdita
só quer da sorte bendita
a cantilena que encanta.


Maria Helena Amaro
Julho, 1997

domingo, 30 de junho de 2013

Cantiga


 
(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Menina da trança loira
de cor de rosa vestida
saltos alegres na corda
tão contente e divertida

Quem me dera a mim saltar
na corda sem nós da vida!

A cor de rosa é Amor
a cor de rosa é Pureza
A cor de rosa é ternura
A cor de rosa é beleza...

Quem me dera a mim saltar
a corda sem nós da vida
de cor de rosa vestida!

Maria Helena Amaro
1970
(Concurso Pedro Homem de Melo)

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Canto I

(Fotografia de António Sequeira)


De tanto cantar nortada
de tanto chorar a vida
Pus a traineira encalhada
na doca da despedida.

Na doca da despedida
vou ensaiando o adeus
hoje, amanhã, sem guarida,
vou matando os sonhos meus.

Vou matando os sonhos meus
em caminhos tão diversos
à espera que os olhos teus
deem valor aos meus versos.

Deem valor aos meus versos
lancem meus versos ao mar
Mas os teus olhos travessos
Nem sequer sabem olhar.

Maria Helena Amaro
Inédito, novembro 2004.