Periodicidade de publicação de poemas

Caros leitores:
Espero que desfrutem na visita a este espaço literário. Este sítio virtual chama-se “Maria Mãe” e tem como página principal os poemas de Maria Helena Amaro.
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quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Retrato


(Fotografia de António Sequeira)



No silêncio frio desta sala,
na solidão que esmorece o dia,
é o teu rosto que me traz alegria,
é a tua voz tão doce que me embala.

A saudade escuta a tua fala,
como se estivesses na nossa moradia,
fico serena em doce nostalgia
e a minha alma suspira, reza, cala.

Este silêncio que nos envolve e guia,
é quase unção, é uma terapia,
para a agonia que me ocupa e rala…

No silêncio frio desta sala,
é a tua voz tão doce que me embala.
É o teu rosto que me traz alegria!

Maria Helena Amaro
16 de outubro de 2014

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Retrato


(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Olho a Bia... e é a ti que vejo...
O teu rosto maroto e tão moreno,
a luz serena do teu olhar sereno,
o teu sorriso, um carinhoso beijo.

Perco-me toda no seu tagarelar
e vou com ela em nuvens de infinito.
Tal como um sonho em que eu medito,
leva-me ao sol, ao vento, à beira-mar.

Fico com ela, a rir a tarde inteira,
mas, és tu que estás à minha beira
e com ela espalhas os brinquedos.

Na solidão, é a minha companheira
Ambas sonhamos à nossa maneira
E tu, connosco, sem tristeza, sem medos.

Maria Helena Amaro
12 de Maio de 2014

quarta-feira, 6 de março de 2013

Retrato (2009a)


(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Menina tão aprumada,
de face crispada e dura,
de calça tão ajustada
de aparência madura.

Vais na rua com ar sério,
ar de boa rapariga,
mas cometeste adultério,
com a tua velha amiga.

Pobre da moça coitada
sofre segredo contido
amizade atraiçoada...
Pois roubaste-lhe o marido.

E depois de tudo então,
petulante e assanhada,
ainda pregas sermão
à esposa desencantada.

Maria Helena Amaro
Inédito, 2009

domingo, 23 de dezembro de 2012

Retrato (2009)

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
(Fotografia de António Sequeira)
 
 
Na minha sala há um retrato antigo
de uma menina a abraçar um cão.
Olhos gaiatos, a boca em coração,
rosto tão doce, sereno, tão amigo.
 
A menina me segue o dia inteiro,
olhos gaiatos a procurarem os meus.
E se fecho a porta, ela me diz adeus,
mais o seu cão de focinho matreiro.
 
Imagem viva que vejo a toda a hora,
recorda o tempo em que fui professora
e os alunos que me deram a tela...
 
Gravaram nomes; depois foram embora,
mas o retrato ficou como penhora
duma amizade. Recordação tão bela!
 
 
Maria Helena Amaro
Inédito, 12 de julho de 2009 

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Retrato/Pintura


(Fotografia de António Sequeira)


Tens nos olhos poesia
e o fulgor de um dia radioso
de sol e de promessas...
Sabe-te a vida a sal
a madrugadas, a vento, a maresia,
a algas mortas, a onda rendilhada...
Quando ris
tudo ri no ar ao teu redor
tudo fala de ternura e amor
tudo grita ao mudo a tua vida...

Tens nos olhos poesia
as tuas frases são rimas escolhidas
não há no teu dizer folhas caídas
nem outono nem inverno
Se fosses estação
serias sempre
no teu riso tão terno
a primavera ou verão...

Maria Helena Amaro
Inédito, maio, 2003.


segunda-feira, 16 de abril de 2012

Retrato

(Fotografia de António Sequeira)

Olho para ti
e não te reconheço
Não reconheço em ti
o homem que amei
Um de nós se perdeu
por caminhos diversos...
Qual de nós?
Não sei.
Ficaram só os versos.

Maria Helena Amaro
Inédito, julho 1998