Periodicidade de publicação de poemas

Caros leitores:
Espero que desfrutem na visita a este espaço literário. Este sítio virtual chama-se “Maria Mãe” e tem como página principal os poemas de Maria Helena Amaro.
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quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

As minhas mãos


(Ilustração de Maria Helena Amaro)

As minhas mãos pálidas transparentes
como águas dum lago sem verdura
parecem mãos de pessoa doente
ou de fantasmas sem vida, sem pintura!

As minhas mãos pequeninas persistentes,
buscam no mundo afagos de ternura.
Mãos caprichosas, fugidias, ardentes
morrem de sede, de sede de ventura!

As minhas mãos pálidas, maceradas,
dedos esguios como sombras aladas
onde o sonho afaga um sorriso

Buscam no ar em revoada louca
a ardência da tua meiga boca
como eu busco na vida um Paraíso! 

Maria Helena Amaro
15/04/1955

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Aquelas mãos



(Ilustração de Maria Helena Amaro)


Aquelas mãos que outrora me afagaram
em horas de saudade e amargura
nunca mais as minhas encontraram
tão fugidias andam de ternura

Aquelas mãos de veias azuladas
"que se curvam em frias etiquetas"
Têm a cor das rosas desfolhadas
e o perfume das tristes violetas

Aquelas mãos tão puras de criança
têm a luz da Bem-aventurança
entre os seus dedos leves, fuzilados...

Aquelas mãos estão cheias de esperança
para aqueles que são desde a infância
a imagem de pobres desventurados...


Maria Helena Amaro 
Braga, 11/10/1953

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Mãos

 
(Ilustração de Maria Helena Amaro)


Abre as tuas mãos
e vê o que tens nelas...
- Não tenho nada...
Vazias são de sonhos e pecados
São asas mortas as minhas mãos fechadas...

És louca, meu Amor!
Tu tens nas mãos um bilião de estrelas

E oiro puro
mas, assim inertes e crispadas
jamais poderás vê-las...

Abre as tuas mãos...
E vê o que tens nelas...
Cada mulher que nasce
traz nas mãos abertas para a vida
O laço enorme que liga a terra ao Céu...
feito de graças... tantas
que ninguém pode tê-las...

Abre as tuas mãos
tu trazes dentro delas
o oiro puro dum bilião de estrelas!


Maria Helena Amaro
Concurso Pedro Homem de Melo
Maio de 1967