Periodicidade de publicação de poemas

Caros leitores:
Espero que desfrutem na visita a este espaço literário. Este sítio virtual chama-se “Maria Mãe” e tem como página principal os poemas de Maria Helena Amaro.
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sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Despedida


(Fotografia de António Sequeira)

E o sol eras tu
ridente diameantino,
a espalhar-se tonto
no mar da minha vida...
Maré baixa serena...
Maré alta subida,
ao encontro da praia
na luz enternecida.
Mais tarde,
muito mais tarde, na noite de breu,
o teu brilho de amor,
no céu esmoreceu,
e em dias sombrios,
tão escuros e frios
qual de nós não morreu?
Estendi os braços para o céu
e o céu eras tu...
E ias para o céu
suspenso do meu laço...
Estendi os braços para o sol
e o sol eras tu
a morrer no acaso...

Maria Helena Amaro
Março, 2014

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Encontro


(Fotografia de António Sequeira)

Estendi os braços para o sol,
em busca de luz e de esperança,
de riso em flor, de uma bonança,
de certezas, de sonhos, de fadas
e duendes...
Procurava na vida algum encanto
e apenas encontrava miragens...
Papel e lápis,
recolhida no meu canto,
projetava no espaço
recordações, imagens...
De quando em vez
surgia o desencanto,
a amargura, o pranto...
Uma esperança, talvez...
Enredos
segredos
e medos
O amor era um baú...
Estendi os braços para o sol...
E o sol eras tu!

Maria Helena Amaro
8 de março, 2014 

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Encontro



É o encontro que nos ama e nos abraça
e nos lembra a doce mocidade...
É espantoso como o tempo passa
e nós estamos vivos sem idade!

É um dom. uma alegria, e uma graça

Renovamos, ano a ano, esta unidade
Pois nada nos detém ou embaraça
para poder quebrar uma saudade...

Pode a vida ser rude, triste ou baça,

que a alegria que por nós perpassa 
é como um mar na sua imensidade...

É o encontro que nos une e enlaça,

que o nosso curso é para nós uma taça,
que nós erguemos em nome da Amizade!


Maria Helena Amaro
(Encontro de Comemoração do  60º Aniversário do Curso de 1957-  Escola do Magistério Primário de Braga) 
1 de julho de 2017


terça-feira, 22 de março de 2016

Encontro


(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Vens ter comigo na quietude do rio,
que se estende sereno, sossegado,
à mercê do sol, do vento frio,
de Esposende, eterno namorado.

Vens ter comigo. Não prometes ficar...
Numa saudade andas embarcado.
Na minha vida ocupas um lugar.
Morres comigo na sombra do passado.

Uma onda te trouxe. Uma outra te levou.
Do que era contigo nada sou.
Nada quero, nada tenho, nada anseio.

A nossa barca de amor já naufragou.
Está comigo naquilo que sobrou...
Versos... Só versos... Que sonho, escrevo e leio.

Maria Helena Amaro
Esposende, 20 de julho de 2012.

domingo, 13 de setembro de 2015

Encontro


(Fotografia de António Sequeira)

Tinha as minhas mãos e nelas tinha o nada
que te podia dar...
Tinha os meus olhos e não tinha luz
para te procurar...
Tinha os meus lábios e não tinha voz
para por ti chamar...
Tinha os meus pés e não tinha força
para caminhar...
Tinha a minha alma e não tinha afeição
para te consagrar...
Tinha um coração e não tinha amor
para te ofertar...
Tinha apenas na alma sonho louco
que me distanciava de ti pouco a pouco...
Tinha de noite a lua como guia
e não podia partir...
Tinha as estrelas como companheiras
e não as conhecia...
Tinha tudo para viver em ti
mas era um não na vida...
E foi então que descendo da dessa cruz
sorriste, estendeste-me os braços
e... vieste para mim
Senhor!
Para em mim ficares para toda a vida!

Maria Helena Amaro
Março, 1955 

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Encontro



(Fotografia de António Sequeira)

Passei por ti
e não te conheci
rosto cinzento...
o corpo...braços/haste...
Meu amigo
que fizeram de ti?
Que veredas de cinza
caminhaste?
Passei por ti
e não te conheci
Fui eu que me esqueci
ou és tu que estás tão mudado?

Passei por ti
E não te conheci
Dobrei mais uma página
do passado.

Maria Helena Amaro
Inédito, agosto, 1999

domingo, 11 de março de 2012

Encontro


Porque vieste de longe a procurar-me
Atravessando a terra, o mar, o céu
E rogaste às estrelas que escrevessem
O meu nome na Noite
E beijaste as pedras do caminho
Onde hei de passar
E guardaste para mim no coração
Flores brancas da tua Primavera
Douradas pelo Sol dum puro Estio
Envoltos em luar…

Porque em sonhos me fizeste rainha
De mil riquezas que nunca possuí
E ao Senhor pediste
Que menina fosse toda a Vida
Menina de vitrais
De mãos unidas a acenar às tuas
De pés firmes na terra
E de alma suspensa lá do Céu
Onde moram pardais…
E transparecem luas…

Porque trouxeste nas tuas gargalhadas
Sorrisos de crianças
Perfume de flores
Tardes de Sol e auroras de Sonho
E prometes ir comigo de mão dada
A palmilhar a Vida lés a lés
No Tédio, na Dor, na Alegria
A construir Ventura…

Porque trouxeste a Luz à minha vida
E uniste num olhar a tua alma
À minha alma sequiosa de Amor

Porque vieste buscar-me
Irei contigo
E até Deus serás o meu Senhor!

Maria Helena Amaro
In, «Maria Mãe», 1973.