Periodicidade de publicação de poemas

Caros leitores:
Espero que desfrutem na visita a este espaço literário. Este sítio virtual chama-se “Maria Mãe” e tem como página principal os poemas de Maria Helena Amaro.
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quinta-feira, 3 de março de 2016

Visita


(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Bate a porta… Já ouço umas passadas…
Tu vais sentar-te no longo cadeirão.
Lês o jornal com toda a devoção.
Fazes com gosto as palavras cruzadas.

Vais pedir-me que traga um copo de água.
Que me sente no sofá junto à janela.
Que pinte um óleo, que pinte uma aguarela.
Que te sorria com ternura, sem mágoa.

Ficas a ouvir a «Rádio Sim» em paz.
Boa música… que bem ela te faz!
É portuguesa e sul-americana…

Horas serenas, horas, boas e más,
Fica connosco amor, não te vás.
Fica comigo no sonho que me engana!

Maria Helena Amaro
Braga, fevereiro 2016

domingo, 3 de janeiro de 2016

Presença


(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Tão duro caminhar sem ti ao lado
tão triste recordar
horas diversas do nosso passado
sem que as lágrimas assoem
aos meus olhos...
Que rota vou tomar na minha vida
se me sinto tão ausente
tão perdida
tão suspensa
tão cheiinha de abrolhos...

Tão duro caminhar sem ti a lado...
Donde venho? Onde estou? Aonde irei?
Tu eras o meu rumo, o céu estrelado...
Tudo desapareceu... De nada sei.

Maria Helena Amaro
24/12/2010 





terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Presente (2010)


(Fotografia de António Sequeira) 

Deixo-me levar pela magia...
A tua morte não pode ser tormento
A tua morte será aleluia

Vejo-te vivo no meu pensamento:
na noite, na tarde, todo o dia,
és o senhor que não perdi no tempo.

Também me vês, eu sei, eu acredito,
nesse lugar de luz de azul bendito,
esperas por mim na voz do vento.

Maria Helena Amaro
15 de agosto - 2010.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Presença



(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Parti a conquistar
um castelo de sonho
esquecido sobre o mar...
Lutei e fui vencida.
Mas cá dentro de mim
ficou gravada a sangue
a nívea silhueta
da tua alma sem par
como num deserto
fica a ressoar
o eco estridente
dum grito de vida!

Maria Helena Amaro
21/12/1960

quarta-feira, 5 de março de 2014

Presença






(Ilustração de Maria Helena Amaro)







Tinha caído na estrada escura
a alma em chaga, mais só do que perdida...
Disse-me Deus com voz toda doçura:
"Ergue-te, filha! Chama por tia a vida! ...»


Abri os olhos. Tateei em vão
busquei no mundo uma porta de saída...
Disse-me Deus na minha escuridão:
«Por aqui, filha! Coragem na subida!»


Segui a sua voz, o seu caminho
subi ao alto da colina da vida
e olhei o mundo com horror...


Disse-me Deus com voz toda carinho...
"Tens de descer lá abaixo, filha querida,
quero que tragas os teus irmãos na Dor...»



Maria Helena Amaro
1957
(Publicado  in Diário do Minho, março de 2008)

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Presente





















(Ilustração de Maria Helena Amaro) 



Quero dizer
que o meu presente é feito de
passado
e que o futuro tem
já sinais de presente.
Morreram sonhos
mas os fantasmas deles
vêm visitar-te pela noite fora
e ficam comigo
numa agonia lenta.
O meu presente
é feito de fantasmas.
Fantasmas que não morrem
que não passam
porque querem povoar o meu futuro
e o meu futuro é feito do presente.


Maria Helena Amaro
Março, 1991.

sábado, 6 de abril de 2013

Presença (2010)



















(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Ouvi a tua voz na voz do vento,
nesta noite de chuva e tempestade...
«Lena!» - chamaste com suavidade,
havia tanta paz no chamamento!

E eu respondi: Amor estou aqui,
estou aqui, aqui, todo o momento,
nunca te apagas neste meu pensamento,
desde que te foste e nunca mais te vi...

O teu sorriso é a minha oração.
Tuas palavras são a minha canção
A tua ausência é a minha saudade...

Ainda sinto o calor da tua mão...
O bater forte do teu coração...
Tu não morreste? Não morreste, pois não?



Maria Helena Amaro
Inédito, 20/03/2010

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Presença I (Tono 2011)



(Ilustração de Maria Helena Amaro)
 

Todos nos dizem com imensa doçura
que a morte é leve e passageira,
e que os mortos ficam à nossa beira,
confiantes no nosso amor/ternura.


Se,  for verdade, então esse dizer
nós queremos crer, queremos acreditar,
que não se foi embora o teu olhar,
e permaneces neste nosso viver.


Sentimos que esta Fé não é em vão,
fazemos dela, um hino, uma oração,
e preenchemos a saudade deste jeito:


A procurar-te na nossa solidão,
és tu que nos levas pela mão,
e nos indicas o caminho mais perfeito.

 
Maria Helena Amaro
Braga,  fevereiro de 2011

 
 

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Presença





Na penumbra dos tempos que se vão
envoltos em farrapos de saudade,
permaneces eterno, sem idade,
na nossa vida, no nosso coração.

Não és só mera recordação,
memória viva de serenidade

és o «recuerdo» de uma felicidade,
feita de paz, de fé e de afeição.


Junto a Deus vês a nossa solidão…
Vives com Deus, estás na Sua Mão,
crês como nós na alma e na Verdade.


Escuta com doçura esta oração,
junto de Deus, em Deus, és nosso irmão.
Até um dia Amor, na Eternidade.



Maria Helena Amaro
Braga, fevereiro, 2012