Periodicidade de publicação de poemas

Caros leitores:
Espero que desfrutem na visita a este espaço literário. Este sítio virtual chama-se “Maria Mãe” e tem como página principal os poemas de Maria Helena Amaro.
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quinta-feira, 17 de maio de 2018

Requiem


(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Quando eu morrer... não me chorem... não!
Vistam-me o meu vestido de noivado.
Forrem a urna com o meu toucado.
Coloquem uma cruz na minha mão...

Não quero flores em profusão.
Nem discursos de tom notificado.
O valor das flores quantificado
deem aos pobres que não tenham pão

Peçam a Deus uma palavra de perdão
para os desvios deste meu coração
insatisfeito, cigano, atormentado...

Quando eu morrer... não me chorem... Não!
Com Deus não morrerei em solidão.
A vida eterna é um sonho abençoado!

Maria Helena Amaro
Quaresma, 2015


sábado, 15 de julho de 2017

Requiem


(Ilustração de Maria Helena Amaro) 

Amar sem condições o teu dilema
«amar este e aquele» o teu sonhar
Liberdade para ser e para estar
Sem conflitos, sem peias, - problema?

Se Deus existe que te dê a Paz
Que os teus versos sejam actos de luz
Onde a poesia sempre nos seduz...
- De a escrever tu foste tão capaz!-

Florbela do campo alentejano,
da Conceição risco do firmamento -
Espanca jovem que espancava a dor

Poetisa da dor, do desengano,
alma eleita perdida contra o vento
Em vendaval de morte, sem amor

Maria Helena Amaro
Maio, 2014