Periodicidade de publicação de poemas

Caros leitores:
Espero que desfrutem na visita a este espaço literário. Este sítio virtual chama-se “Maria Mãe” e tem como página principal os poemas de Maria Helena Amaro.
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domingo, 18 de janeiro de 2015

Ao meu ideal


(Quadro a óleo de Maria Helena Amaro)

Tu passas e não vês; tu olhas e não sentes;
Eu para ti nem sombra chego a ser,
Para ti, não existo, podes crer...
Leio também nos teus olhos ardentes!

Andas ceguinho a procurar alguém
alguém que sabes sonhar um ideal...
Ver não me vês... Se eu estou tão banal,
tão mesquinha, tão pequena, tão ninguém!

Eu queria colocar no teu olhar
a luz eterna dos meus infantis olhos
e nunca mais, nunca mais poder ir...

Em tuas busca com os pés a sangrar
achando em teus passos só abrolhos
e recebê-los com olhos a sorrir...

Maria Helena Amaro
16/10/1954


quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Ideal


(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Conhecem-no? Talvez. Mas quem é? Não sei...
Donde veio, onde mora, onde está?
Quem é ele? Como é ele? Sei lá...
Se eu nunca o vi! Se eu nunca o encontrei!

Mas conhece-o. Vejo-o em todo o lado
Sei que tem reflectido nos olhos
a luz da escuridão, uma noite de abrolhos
e na voz um hino perfumado... 

Vem nos lábios as ardências do estio
vem no rosto tinhado e trigueiro
as sombras tristes e os raios de calor...

Mas quem é ele? Eu conheco-o, eu vi-o
talvez num sonho fugaz e passageiro.
Sei que é um Deus na vida; um homem no Amor!

Maria Helena Amaro
9/10/1954

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Ideal


Se eu abrisse os olhos e sorrisse
E tu me compreendesses
Ó Ventura Suprema de Viver!

Acabar-se-iam os olhos parados
As frases sem sentido
O abanar das minhas mãos vazias
E a tristeza dos meus olhos sem brilho...
A vida sem doer...

...................................................................
Caminho
E tu vais sempre a meu lado
Nas sombras projetadas na distância...

No entanto
Se abro os olhos e sorrio
Tu não me compreendes
Tu jamais poderás compreender!

Maria Helena Amaro
In, «Maria Mãe», 1973