Periodicidade de publicação de poemas

Caros leitores:
Espero que desfrutem na visita a este espaço literário. Este sítio virtual chama-se “Maria Mãe” e tem como página principal os poemas de Maria Helena Amaro.
Mostrar mensagens com a etiqueta Folha. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Folha. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Folha perdida


(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Um véu cinzento desce sobre mim,
tão cinzento que a alma me consome...
Ando à procura de lhe dar nome...
Não é anjo, nem arcanjo, nem querubim.

Enche-me a alma de agonia, de incerteza,
cobre-me toda de angústia, tão forte...
Destino mau? Desencanto? Má sorte?
Estrada longa de inércia, de tristeza...

Abro os olhos... Fecho os olhos... É cinzento,
o que vejo, o que sinto, neste tempo,
nesta alvorada, sem luz, descolorida...

Onde vou eu embrulhada neste véu?
Nada sou, nada tenho, nada é meu...
Quem sou eu? Quem sou? Folha perdida!

Maria Helena Amaro
Outubro, 2013 


domingo, 17 de fevereiro de 2013

Folha caída

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
(Ilustração de Maria Helena Amaro)


Viveste tão depressa essa ventura
tão passageira... abrir e fechar de olhos...
e guardaste em tuas mãos esses escolhos
que ainda te enchem de amargura.

Quiseste perdoar essa traição
e aceitar com fé o desagrado,
Então; irmã esquece esse passado,
não esfaceles demais o coração.

Esquecer está na tua mão
aliciar a dor na tua esperança
construir a fé de nova vida

À saudade de bem não digas não
revive só os tempos de bonança
esquece tudo, tudo é folha caída.

Maria Helena Amaro
Dezembro, 2009