Periodicidade de publicação de poemas

Caros leitores:
Espero que desfrutem na visita a este espaço literário. Este sítio virtual chama-se “Maria Mãe” e tem como página principal os poemas de Maria Helena Amaro.
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quarta-feira, 13 de abril de 2016

Rimas


(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Hoje não faço rimas.
Não vou usar palavras iguaizinhas
para cantar...
Vou estender
na corda do quintal
com molas de razão
as menos doces palavras de poesia.

Hoje não uso rimas.
Desculpem, mas não uso!
Parece que a cidade
já pensa como eu...
Porque a vestem de cinzento
e esburacam as ruas
sem respeito ou piedade,
a cidade deixou de ser poeta.
Não usa rimas.
Usa buracos apenas.
Nada mais.
Uma valeta.

Maria Helena Amaro
Novembro, 2012 

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Meus versos


(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Meus versos são soluços comprimidos
que saem pouco a pouco de meu peito
são lembranças do meu sonho desfeito
são o eco dos meus débeis gemidos

Meus versos são poemas da tortura
que minha alma murmura em desatino
são atalhos tortuosos do destino
que me conduzem à negra desventura

Meus versos são rosários de amargura
são os cânticos daquela ventura
que eu sonhei um dia com ardor

Meus versos são os muros arruinados
os meus castelos de ilusão levantados
Meus versos são hinos sem Amor!

Maria Helena Amaro
24/07/1953

domingo, 12 de agosto de 2012

Versos (falam...)

(Fotografia de António Sequeira)


Falam meus versos de noite
e nostalgia,
de dor, de vida amargurada,
de mim que canto
um hino de alegria
e que gosto de um boa
gargalhada....

Falam meus versos de risos
retorcidos
de dias gastos ao sabor do nada,
de mim que vivo
os meus cinco sentidos
e me quedo feliz, enamorada.

Falam meus versos de sonhos
recalcados
de saudade, de pena e solidão
de mim que amo os meus
dias passados
que me enchem de luz o coração

Falam meus versos de lutas
violentas
em que perdia a fé e a razão
de mim que sofro «o cabo das tormentas»
e levo o desespero pela mão...

Falam meus versos... sei  lá
de que é que falam...
Com eles nasço e morro
a cada instante...
Vozes que gritam e, que nunca se calam...
e me conservam viva e arrelante.

Falam meus versos...
Quem os vai escutar?
Perdem-se estrelas...
Quem as vai encontrar?

Maria Helena Amaro
Inédito, novembro de 2005


sábado, 11 de agosto de 2012

Rimas

(Ilustração de Maria Helena Amaro)


Canto em rimas meus dedos separados,
minhas mãos paradas e vazias,
meus abraços de sonho, alegrias,
meus caminhos de rosas salpicados


Canto em rimas meus sonhos destroçados
minhas marés de prata, fugidias,
minhas gaivotas em praias longas, frias,
meus dias cinzentos e parados

Canto em rimas anelos recordados
sonhos de sonhos doutros sonhos alados
horas de dor, doces, Avé - Marias...

Canto em rimas meus silêncios calados
e quando canto meus versos mal rimados
morro aos bocados em doces nostalgias.

Maria Helena Amaro
Inédito, janeiro de 2006



sexta-feira, 20 de julho de 2012

Versos Soltos

(Ilustração de Maria Helena Amaro)


Trouxe no colo um punhado de rosas
para ofertar a quem me desse risos,
primaveras, poemas, paraísos,
nas horas sombrias, dolorosas.

Trouxe nos olhos paisagens radiosas
em telas róseas que desenhei no vento
em pinceladas de sonho primorosas
em que usei minhas asas de talento.


Maria Helena Amaro
Inédito, sem data (2006?) 

sábado, 21 de abril de 2012

Versos

(Fotografia de António Sequeira)


Andam papeis espalhados
na calçada lá da rua...
são versos despicados
que lancei à luz da lua...

Andam papeis espalhados
do cimo ao fundo da rua
são sonhos, sonhos rasgados
que lancei à luz da lua...

Ninguém os vai apanhar
Ninguém os quer conhecer
são papeis velhos rasgados,
alguém cansou de os ler...

Ai meus papeis retalhados!
Ai meus versos esquecidos!
Ai meus sonhos destroçados!
Ai fogo dos meus sentidos!

Maria Helena Amaro
Inédito, Maio, 2004