Periodicidade de publicação de poemas

Caros leitores:
Espero que desfrutem na visita a este espaço literário. Este sítio virtual chama-se “Maria Mãe” e tem como página principal os poemas de Maria Helena Amaro.
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quarta-feira, 29 de maio de 2013

Intervalo (Ao Tono)


(Ilustração de Maria Helena Amaro)



Recomeçar...
Ter ilusões, ter sonhos,
acreditar com Fé no amanhecer,
em montanhas de neve a escalar,
encher de luz as mãos para apertar
sem nada receber...

Recomeçar...
Nascer...
Como o Sol, como a água, como o mar.
Chamar a rir ventura à minha dor,
viver de olhos em ti
suspensa de um milagre de Pureza
eternamente um «só», ó Meu Amor!


Maria Helena Amaro
18-08-1968 
   

sexta-feira, 30 de março de 2012

Intervalo (Ao Tono)

(Fotografia de António Sequeira)

A vida passa...
Recuso-me a ficar.
Quero ir com ela
e com ela gritar...

A vida canta
recuso-me a calar
quero ir com ela
e com ela cantar...

A vida cria
recuso-me a morrer
quero ir com ela
e com ela viver...

Mas...
Perdidamente presa
fico aqui
porque
ainda
apaixonadamente
vivo em ti.

Maria Helena Amaro 
Inédito, julho 1997

segunda-feira, 5 de março de 2012

Intervalo


Ontem
Pensava
Que a amizade era feita de rosas…
Hoje
Que floriu no meu jardim
A mais bela de todas as flores
Fico a pensar
Que a amizade
Somos nós próprios
Refletidos nas almas sem Amor
Dos que cruzam connosco na estrada…


Ontem
Acreditava
Que havia ruas na vida sem Auroras…
Hoje
Que descobri no Céu a minha estrela
Fico a pensar
Que a vida
Somos nós próprios
Projetadas nas sombras sem esboço
Dos que passam perdidos…
Ontem…
E chamaram estrelas a astros apagados!
E ouviram ralhos de bocas de crianças!
E deram poeira a quem pedia oiro!
E atiraram lama a quem amava a neve!
… … … … … … … … ... … … … … … … … … …
… … … … … … … … ... … … … … … … … … …
Depois…
Floriram rosas de calhaus!

Hoje…
Vida!
Amizade!
Plenitude!

E esta Certeza
Estonteante como um milagre!
Vermelha como o sangue!
Ardente como chumbo derretido!
Serena como um riso de menino!
De caminhar
Debaixo do Sol
Direita ao Infinito!

Maria Helena Amaro
In, «Maria Mãe», 1973