Periodicidade de publicação de poemas

Caros leitores:
Espero que desfrutem na visita a este espaço literário. Este sítio virtual chama-se “Maria Mãe” e tem como página principal os poemas de Maria Helena Amaro.
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quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Junho, 1961


(Fotografia de António Sequeira)

Manhã de junho, clara, luminosa.
Manhã de risos, de lírios e de cor.
O ar do campo abria-se em flor.
Trazia o vento perfumes cor-de-rosa.

A minha vida era calma, vagarosa.
Preenchida de sonhos e de labor.
Acreditava em mim, em Deus, no amor
e ser feliz era esperança valiosa.

Surgiste então, na manhã radiosa.
Surpresa rara, parecia duvidosa;
Por onde andaste, de quem eras senhor?

Não eras de ninguém... Coisa gostosa!
Pedias para ser meu... Que bela prosa!
Noivado, casamento, morte, dor!

Maria Helena Amaro
05/06/2013 

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Manhã


Vamos conversar
Anda daí.
A tarde é longa; o horizonte é nosso…
Sinto-me leve
O sol às gargalhadas
Anda louco de luz por sobre a neve
A espalhar riqueza nas estradas…

Passam crianças
Crianças rotas aos bandos no caminho…
Lá vou com elas
A sorrir de mãos dadas…
Murmura o povo:
- Olha que tonta aquela cotovia
Rejeita o pão p’ra chegar às estrelas!...
Mas eu… mas eu lá vou com elas…

Hei de cansar as pernas a correr
Hei de banhar-me toda à luz do Sol
Hei de rir da tristeza
Hei de gritar
Hei de fazer do mato asas de renda
E com elas voar…
Se o Céu é tão azul…
E depois a descida?
Ah? Não importa
O que importa é empurrar a Vida? ...
………………………………………………………..
Ó meu Amor
Como é tão feio
Num dia assim de Sol
Este uniforme de pessoa crescida !!! …


Maria Helena Amaro

In, «Maria Mãe», 1973