Periodicidade de publicação de poemas

Caros leitores:
Espero que desfrutem na visita a este espaço literário. Este sítio virtual chama-se “Maria Mãe” e tem como página principal os poemas de Maria Helena Amaro.
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quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Ombro amigo


(Fotografia de António Sequeira)

Ombro amigo... o teu ombro já foi...
Ombro de irmão real e conhecido.
Ombro de amigo que se encontra perdido
numa distância que endoidece e dói...

Ombro perdido por estranhas estradas.
Estradas longas que eu não percorri;
nessas lonjuras eu perdi-me de ti.
Lonjuras feitas de horas magoadas.

Quem separou com dor as almas juntas?
Perguntas... só perguntas... só perguntas...
Ninguém responde em nome da razão.

Porquê? Porquê? Perguntas sem respostas.
Cerram-se janelas e batem portas...
Silêncio rude... amarga solidão!

Maria Helena Amaro
10/06/2014


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Silêncio


(Ilustração de Maria Helena Amaro)

«Só sei que nada sei...»
e tudo busco
e tudo busco em dor e ansiedade
ando à procura de Fé e da Verdade
no velho mundo onde nasci
sem rei.
Só sei que tudo quero
e nada encontro
de Verdade, de paz e de prazer.
A vida se desvanece...
É pedra dura
a estrada que tenho de percorrer...
É a paz
urgentemente a paz
que minha alma procura.

«Só sei que nada sei»
Mas que loucura!

Maria Helena Amaro
Dezembro, 2013 

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Silêncio (2010)


(Fotografia de António Sequeira)

Gostava de compor
o mais belo poema de todos os poemas...
Gostava de cantar
a mais bela de todas as canções...
Não sou capaz.
Remeto-me ao silêncio
das coisas apagadas
e só consigo
ler e meditar
o meu pequeno livro de orações,
em noites sossegadas.

Maria Helena Amaro
16/11/2010 

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Silêncio


(Ilustração de Maria Helena Amaro)


Ele foi para mim um sonho nascido
dum pesadelo que um dia sonhei
Quis esquecê-lo mas mais o recordei
e continuei o sonho interrompido

Ele para mim é uma gota de água
onde se esvai na sede, um calor...
Na primavera da vida é todo Amor...
No  outono da vida é todo mágoa...

Tenho dó dele... Parece envelhecido
quando da vida recebe algum tormento
e tenta esconder a dor, um só gemido...

Oh! Quem me dera oferecer-lhe ternura
A paz da alma , tirar-lhe o sofrimento
que ele sorrindo afirma ser ventura!


Maria Helena Amaro
10/11/1954 

domingo, 6 de julho de 2014

Silêncio


(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Os teus olhos são um lago, são um mar
onde viajam meus loucos pensamentos
onde se cruzam soando meus lamentos
e onde às vezes me fico a meditar...

Quando à noite junto do meu leito
a minha alma aos céus quero elevar
vejo sempre no espaço o teu olhar
lendo em mim, aqui, dentro do peito...

São meus amigos, esses olhos teus
não dizem nada, nem os meus segredos
sabem esconder da vida seus enredos
são os caminhos que conduzem aos céus...

Maria Helena Amaro
Esposende, 12/09/1952

domingo, 29 de junho de 2014

Silêncio de Luz




(Ilustração de Maria Helena Amaro)


Quanto te vi pela primeira vez
louca de mim não sonhei apreciar
do teu rosto a doce languidez
e o ardente fulgor do teu olhar

Loucura! Andava às cegas no caminho
dum novo mundo buscando a solidão
esquiva à amizade e ao carinho
vivendo só da vida uma ilusão

Nunca sequer eu reparara em ti
os meus olhos jamais quiseram ver-te
mas agora, amigo, fica aqui!
Tenho tanto medo de perder-te!...

Maria Helena Amaro
21/11/1952

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Silêncio (2013)





















(Ilustração de Maria Helena Amaro)


No silêncio das coisas que se vão 
E se negam a encher este lugar 
Na magia da recordação
Encontro o teu sereno olhar. 


Na concha recurvada de uma mão
Que se ergue em paz para rezar
Na magia da palavra perdão
Encontro o teu sereno olhar. 


Fecho os olhos… abro os olhos… é em vão
O teu olhar preenche a solidão
De quem sabe que partir é não voltar 


Tudo o que passa na vida é ilusão
Na luz, no movimento, ar e som
Encontro o teu sereno olhar. 


Maria Helena Amaro 

Inédito, Fevereiro, 2013

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Silêncio (2012)

 
(Fotografia de António Sequeira)
 
 
Fecho a boca,  fecho os olhos,  fecho o rosto
O silêncio ocupa a minha sala.
Ninguém grita, ninguém chama, ninguém fala
Eu busco o silêncio no sol posto.
 
No sol posto busco a claridade
Na noite sou serena, sou rainha.
Sou feliz no silêncio - Sorte minha!
Da penumbra acena-me a saudade.
 
A saudade é a minha companheira
Senta-se aqui, no chão, à minha beira
Fica comigo quer de noite quer de dia.
 
O silêncio que desce sobre mim
Faz do papel das letras um festim
Num bailado de luz e de posia.
 
  Maria Helena Amaro
Inédito, 13 de julho de 2012

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Silêncio (3)



Agosto…
Das flores perdidas nos caminhos
Singelas como pedras ambarinas
À mercê da poeira…
Das canções ridentes como o Sol
Ingénuas como risos de crianças
Ou botões de roseira…
Duas aves cruzando o Infinito
Em busca das alturas…
Da Lua a espelhar-se toda rendas
Na quietude dourada
Das grandes planuras…
Dos olhos transparentes das meninas
Atrás das borboletas…
Dos malmequeres que se desfolham brancos
Sobre o roxo azulado
Das pobres violetas…
………………………………………………………….
Agosto
De mais o quê, meu Deus?
Daquelas mãos estreitas
Unidas e direitas
Em direção dos Céus!

Maria Helena Amaro
In, «Maria Mãe», 1973

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Silêncio (2)


Quando a Noite desceu
Serena sobre mim
Achei-me a soluçar...
As minhas asas brancas
Quedaram-se no ar!
Um voo de gaivota era o meu
Suspenso sobre o mar...

Quando o sol se apagou
Na rota dos meus sonhos
Achei-me a soluçar...

Vieram as estrelas e quiseram
A Rota iluminar...

Lentamente
As minhas asas brancas
Quedaram-se no ar!

Maria Helena Amaro
In, «Maria Mãe», 1973 

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

A aula do silêncio



A aula do silêncio
É de todas
Aquela que mais sei aproveitar...
As carteiras vazias são alunas
Cegas e surdas
Que não sabem falar...
Quedo-me toda neste silêncio d'oiro...
- Meu Deus, é bom viver!
- Minhas meninas...
Minhas senhoras das carteiras vazias
Correi, gritai, sonhai...ide brincar!
Deixai-me só.
Esta aula é de todas
Aquela que mais sei aproveitar...
Logo
Abro as janelas...
A sala é toda vossa!
O Sol já pode entrar!...

Maria Helena Amaro
In, «Maria Mãe», 1973

domingo, 20 de novembro de 2011

Silêncio


Gostava de compor
o mais belo de todos os poemas…
Gostava de cantar
a mais bela de todas as canções…
Não sou capaz.
Remeto-me ao silêncio
das coisas apagadas ,
e só consigo
ler e meditar
o meu pequeno livro de orações
em noites sossegadas.

 


Inédito – Maria Helena Amaro
16/11/2010