Periodicidade de publicação de poemas

Caros leitores:
Espero que desfrutem na visita a este espaço literário. Este sítio virtual chama-se “Maria Mãe” e tem como página principal os poemas de Maria Helena Amaro.
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sábado, 11 de julho de 2015

Meditação


(Fotografia de António Sequeira)

Nunca estendas as mãos a procurar
na vida...
o que a vida a ti não pode dar...
Nunca queiras o que pertence ao sonho
e faz parte parte de ti...
Nunca sintas nos teus olhos parados
um impossível grande...
Nunca queiras saciar na noite
a sede de infinito...
........................................................................................
Estende os braços, os teus cansados braços
e lança-te à conquista...
O espaço é enorme... a clareira imensa
e as estrelas cintilam em candura...
E se achas...
Que a vida é dor, é agonia 
quer ao nascer ou ao findar do dia
É porque...
Ainda não tens um guia!

Maria Helena Amaro
1957

domingo, 30 de novembro de 2014

Meditação


(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Eu queria Luz... e tinha noite escura!
Eu queria Amor... e tinha uma ilusão
Eu queria Verdade... e dizia mentiras!
Eu queria fé... e contava dar Vida,
à sombra, à escuridão!

Queria ser alma... não tinha coração!
Queria ser boa... desprezava a virtude!
Queria ser santa... renegava o fervor!...
E era um nada...
Uma folha caída...
(Folha de livro? Sei lá!)
- Amava a vida...
Mais do que a mim, mais do que Deus
mais do que o mundo...
Amava, sem amar...
Queria, sem procurar...

Depois... busquei nas trevas
enriqueci-me de tudo
de tudo que era noite!

Busquei nas trevas
e encontrei nos caminhos da luz
alvoradas de Luz!...
E na Luz encontrei a Verdade
e encontrei Amor...
E debruçado sobre a minha alma
Vos encontrei, Senhor!!!...     


Maria Helena Amaro
10/02/1956

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Meditação


Os olhos das crianças
Aqueles olhos puros, transparentes
Lagos imensos onde à noite se banham
As estrelas cadentes…
Os olhos das crianças!
Aqueles olhos celestes, divinais,
Pequenos céus, onde dançam as cores
De auroras boreais…
Aqueles astros, que de astros têm luz
E nos desvendam os mistérios profundos
Dos olhos de Jesus…
Os olhos das crianças!
Aqueles olhos nimbados de inocência,
Onde os adultos encontram a imagem
Da própria consciência…
Os olhos das crianças!
Aqueles olhos, certezas que tu vês,
A procurar dos mistérios da Vida
Impossíveis «porquês»…
Os olhos das crianças!
Aqueles mundos de sonhos variados,
Sem grades, sem portas, sem torpezas,
Sem sombras de pecados…
Os olhos das crianças!
Aqueles olhos que dizem «sim» ou «não»,
Que sorriem, que choram, que nos falam
Ao próprio coração…
Os olhos das crianças!
Belas perguntas, que nunca compreendes,
Pobres respostas, que escutas com gosto,
Mas que jamais entendes…
Os olhos das crianças!
Aqueles olhos que te fitam de frente
Indecisos, curiosos, parados
No teu mundo diferente…
Os olhos das crianças!
Aqueles olhos, onde se esconde o riso,
Fazem lembrar-te em suprema certeza
Que existe o Paraíso…
……………………………………………..
Olhos das crianças…
Os olhos das crianças…
Os meus mundos de Sonho!

Maria Helena Amaro
In, «Maria Mãe», 1973