Periodicidade de publicação de poemas

Caros leitores:
Espero que desfrutem na visita a este espaço literário. Este sítio virtual chama-se “Maria Mãe” e tem como página principal os poemas de Maria Helena Amaro.
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sábado, 5 de abril de 2014

Apelo



(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Quedo-me toda a meditar em Deus
quedo-me toda a meditar em ti...
E tu, não vens! Se interrogo os Céus
na minha esperança até o ar sorri...

Se tu soubesses, Amor, se tu sonhasses
se tu vivesses esta grande tortura
talvez sorrisses... Talvez até cantasses 
talvez me desses um pouco de ventura...

Ó ideal! Onde estás? Onde estás?
Em que ignotas paragens te escondeste
em que além de sombras te detens?

Passam os dias! Horas boas e más...
Passam os sonhos... (hei de ver passar este?)
E eu espero... E tu, Amor, não vens!!!

Maria Helena Amaro
15 de janeiro 1959

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Apelo (fogueira)



(Ilustração de Maria Helena Amaro)


Torna-se a vida numa fogueira acesa
de labaredas de dor e desespero
quem sou eu já não sei, o que tenho não quero
toda a revolta é prata à minha mesa

Choro e não choro e só quero chorar...
digo e não digo e só quero dizer...
Só versos mortos os que escrever...
Tenho na voz a alma a sufocar

Por onde vou só me quero perder
caminho estreito que irei palmilhar
noite de  dor sem estrelas ou lua...

Ó quem pudesse ajudar-me a sofrer
esta amargura que me vem atolar,
que imunda de tristeza a minha rua!


Maria Helena Amaro
Inédito, fevereiro de 2009.




sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Apelo II

(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Não vás embora, Amor, não vás embora
Ainda é cedo, é só alvorecer.
Fica comigo não me deixes sofrer.
Fica comigo na mágoa desta hora!

Não vás embora, Amor, não vás embora!
Ainda há tanto, tanto p'ra viver!
Ainda é cedo... está longe o entardecer
Fica comigo na mágoa desta hora!



Maria Helena Amaro
Inédito, junho de 2007

sábado, 10 de março de 2012

Apelo I


Vem Meu Amor
Antes que venha a Noite
E de sombras se cubra a minha vida
Como de escuro se veste a Natureza
Quando o Inverno chega…

Vem Meu Amor
Antes que o Sol se esconda
E de negro se vistam os caminhos
Como de luto se cobre o roseiral
Quando o Outono chega…

Vem Meu Amor
As minhas mãos erguidas sobre o peito
Círios parecem a tremular ao vento
A iluminar de azul esse caminho
Por onde hás de passar…

Vem Meu Amor
Para que tu viesses
Pedi a Deus que florissem campos
E dourassem giestas
E salpicassem de oiro diamantino
Os espaços sem luz…


Para que tu viesses
Ergui-me cedo ao despontar da Vida
E aqui estarei a rogar-te que venhas
A vida inteira
E se esta para tal for limitada
Depois da Morte
Lá no Eterno
Hei de ainda esperar
A tua vinda alada!


Maria Helena Amaro
In, «Maria Mãe», 1973.