Periodicidade de publicação de poemas

Caros leitores:
Espero que desfrutem na visita a este espaço literário. Este sítio virtual chama-se “Maria Mãe” e tem como página principal os poemas de Maria Helena Amaro.
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segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Nossa Senhora


(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Maria, Mãe de Deus, Nossa Senhora,
regaço terno de rosas perfumadas,
guia seguro em escuras estradas,
farol, estrela, aqui, a toda a hora.

Maria Mãe, Mãe de Deus, Nossa Senhora
de Nazaré e de Jerusalém,
minha irmã, minha amiga, minha mãe,
dos pobres e mendigos salvadora.

Sou pobre, sou mendiga, pecadora,
vos suplico, ó Mãe, aqui, agora,
um pouco de ternura, proteção.

Rainha e Mãe dos homens protetora
Vós sois minha Mãe, minha Senhora
Guardai-me, ó Mãe, no vosso coração.

Maria Helena Amaro
23/06/2014 

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Mãe


(Fotografia de António Sequeira)

Mãe
palavra pequenina
que aprendi a dizer
a ler
a escrever
ainda era menina...
Ficou comigo
cantada ou soletrada
em poemas de amor...
Mãe
mulher - amar
mulher - bem - querer
mulher - fazer
mulher - sofrer...
Mulher, sempre mulher
a toda a hora
Mãe violada
maltratada
espoliada
traída
mal amada
incompreendida
espiolhada
espancada
violentada
amada
idolatrada
bendita
abençoada
louvada
distinguida
Será sempre
mulher
mulher e mãe
E será sempre Mãe
Mãe
somente Mãe
nunca será mais nada!

Maria Helena Amaro
Maio, 2014


sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Maria Mãe


(Fotografia de António Sequeira)

Deus pôs o nome Maria,
lindo nome, à minha mãe...
Mas, como a vida é agonia,
solidão e saudade,
acrescentou-lhe também
o doce nome Piedade.

Há na Serra da Lousã,
a Senhora da Piedade,
ermida devota e sã,
sítio de tanta beleza,
de doce serenidade,
onde a alma perde tristeza
e procura a santidade.

Minha Mãe que está no Céu,
pertinho da serra- mãe...
envolta em tanta saudade.
Está no céu, creio eu 
Pois é Maria, também
e também é da Piedade!  

Maria Helena Amaro
Maio, 2010

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Maio


(Fotografia de António Sequeira)

Maio vai no começo
florido, ameno, perfumado;
enfeitado de rosas e jasmim,
é noivo enamorado...
Maio já vai no fim...
Anda louca no ar
a passarada...
Cobrem-se os campos de giestas
brancas,
e os malmequeres sorriem,
na berma da estrada...
Maio já vai no fim...
Vem, meu Amor,
neste mês, nesta hora, neste dia,
lá vem Nossa Senhora
Mãe-Maria
a sorrir no andor
na nossa estrada.

Maria Helena Amaro
13 de maio, 2010.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Suavidade


(Fotografia de António Sequeira)

Deixa-me pousar no teu regaço docemente
a minha cabeça cansada de pensar
Descansar na tua a minha mão ardente
e os meus olhos no teu cinzento olhar

Desça do céu um querubim divino
de asas brancas, puras, vaporosas,
para embalar-me num celeste fim
e entre perfumes de desmaiadas rosas...

Deixa esquecer-me que existe a vida
deixa partir-me como vela perdida
arrastada pelo mar que à praia vem
E no teu regaço, o meu altar de amor,
hei-de esquecer-me da minha imensa dor
e murmurar baixinho - "Minha Mãe!"

Maria Helena Amaro
16/05/1955




sábado, 21 de março de 2015

Mãe


(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Tu és a estrela que Deus pôs
na minha vida cheia de desatinos
e quando  ouço, ó Mãe, a tua voz
julgo ouvir ao longe a voz dos sinos...

Quando a minha alma busca a escuridão
do desespero, da vida insatisfeita...
És tu, ó Mãe, que me tomas a mão
e que me indicas a estrada perfeita!

Quando me embalas nos teus braços
quantas vezes me cantaste com ternura
sonho sem fim que ingrata esqueci

E és tu ainda que guias os meus passos
neste mundo onde vejo só loucura
e onde me perco se estou longe de ti!


Maria Helena Amaro
21/06/1954

sábado, 31 de janeiro de 2015

Orfandade


(Ilustração de Maria Helena Amaro)


Lá fora o vendaval ruge feroz
sibila o vento por entre o arvoredo
"Mãezinha, estou só! E tenho medo..."
Dum corpo franzino desprende-se esta voz!...

"Eu tenho fome e não vejo ninguém
a quem peça um bocado de pão
Eu tenho frio e nesta solidão
há sombras negras, ó minha querida mãe."

A chuva cai lá fora lentamente
o vento arrasta na fuga infinda
o sofrimento, a miséria, indiferente...

Ó pobre órfão que lá no alto céu
a tua mãe possa aquecer-te ainda
as tuas mãos com um carinho seu...

Maria Helena Amaro
27/06/1954

domingo, 9 de novembro de 2014

Mater dolorosa


(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Minha mãe! Tu tens dentro de ti
alguma coisa que cura e vivifica
e o teu peito de mãe onde vivi
tem algo belo que também purifica...

Quando eu olho  os teus olhos cinzentos
onde se espalha a mágoa e o pesar
tu tens sempre ternura para dar
aos meus abrolhos escuros e sangrentos...

Quem me dera olhar por toda a vida
o teu olhar de Mater Dolorosa
que sofre, que perdoa, que enternece...

Ó quem me dera minha mãe tão querida
que a morte viesse vagarosa
e reunidas o Céu nos recebesse...

Maria Helena Amaro
Esposende, 17/01/1955


quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Dia de anos


(Ilustração de Maria Helena Amaro)


Minha mãe! Minha mãe! Quanta beleza
há nos teus olhos cheios de doçura
quanta compreensão quando sinto tristeza
quanto alívio quanto sinto amargura

Tu hoje brilhas mais que uma estrela
mais que um facho que ilumina meus passos
tens mais valor que uma jóia bela
quando busco refúgio nos teus braços

Hoje queria dar-te tudo quanto tenho
mas tudo que possuo eu desdenho
e tudo que me dás te dou também

Joias em ti não teriam valor
por isso dou-te estes versos de amor
a minha prenda de anos, querida mãe!


Maria Helena Amaro
Esposende, 2/08/1953

sábado, 24 de maio de 2014

Mãezinha





















(Ilustração de Maria Helena Amaro)


Repousa em paz à sombra dos cipreste
que à noite irei à tua sepultura
recordar as palavras que disseste
cheias de saudade e amargura

Mãezinha! Essas palavras de ternura
que ao morrer disseste com saudade
hão de ir comigo até à branca altura
onde repousas com suavidade

Repousa no Céu junto a Jesus
ora pela filha querida que na terra
deixaste tão longe dessa luz
maravilhosa que teu jeito encerra

Mãos em prece, sozinha, hei de rezar
para que outra mãezinha me proteja
aquela santa que está no altar
além na linda casa da Igreja!


Maria Helena Amaro
Esposende, 5/03/1950
(versos dedicados à mãe de uma amiga)

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Dia da Mãe





(Fotografia de António Sequeira)


Porque nasceste em certa primavera
entre oliveiras, alecrim, flores,
tinhas uma alma cheia de quimera,
de risos, de frescura, luz e cores.

Tinhas sempre um sorriso à nossa espera,
uma história de trágicos amores,
uma cantiga dos tempos da severa
um conto lindo de reis nobres, senhores.

O teu nome fazia lembrar dores,
rezas, promessas, petições, favores,
nome de fé, Maria da Piedade...

Porque nasceste em certa primavera...
a tua vida foi sempre uma aguarela,
que vou pintando em horas de saudade.

Maria Helena Amaro
21/03/2013

sábado, 23 de novembro de 2013

Velório (A minha Mãe)





















(Ilustração de Maria Helena Amaro)


Mesmo depois de morta
tão linda a minha Mãe!
Com os seus olhos cerrados
com seus brancos cabelos
volta a ser a mãe dos meus agrados
volta a ser a mãe dos meus anelos.
Vestiram-na de negro
«era branco que eu queria»
pois minha mãe nasceu na primavera
morreu no verão
e se a morte vai ser aleluia
o branco é a cor do Sol e da Alegria.

Mudou de casa

Agora é no Além
a sua moradia...
Não sei rezar...
Não sei chorar...
Só sei olhar
Só sei dizer:
Olhai e vede,
não há mal, não há bem
mesmo depois de morta
tão linda a minha Mãe!

Minha Mãe não morreu

só foi lá fora ver
se tudo estava bem...
Quando eu morrer
vou encontrar no céu
a minha Mãe...

Agora, tudo bem

nem sequer de mim precisa
para nada...
Disse adeus; foi embora
e no além
é mais leve a jornada...

Que faço agora, então

se lhe dei tanto Amor,
fico a olhá-la
a murmurar baixinho:
Olhai e vede bem
mesmo depois de morta
tão linda a minha Mãe!


Maria Helena Amaro
Esposende, 12/07/1990
(Dedicado à sua mãe Maria da Piedade)

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Mãe (1984)



(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Mãe
Obrigada
por teres aceitado que eu nascesse
e crescesse
dentro de ti
como flor de vida
à procura da luz...
Obrigada
por teres sido boa e corajosa
pois dos braços quiseste fazer berço
e da voz uma canção de Amor...

Todos os dias
és a minha Mãe
no trabalho, na dor
n'alegria, no Bem.
Todos os dias
quero dizer cantando
- Bendita sejas Mãe!


Maria Helena Amaro
20 de maio de 1984
(Publicada no Diário do Minho em 8/03/2007)

sábado, 31 de agosto de 2013

Recado para a minha Mãe


(Ilustração de Maria Helena Amaro)


Quando sou maroto,
e me perdoas...
e tens sempre um riso para mim,
a vida é toda «coisas boas»
e nunca vai ter fim...
Quando estou doente,
e me agasalhas...
e te desfazes em gestos de ternura,
(mesmo se me ralhas)
a doença tem menos amargura...
Quando me sinto só,
e tu me dizes:
- O meu filho que tem? que tem?
- logo somos felizes...
Porque o meu mal tu transformas em  bem.

Menino sou,
Menino quero ser,
a vida toda, além... além... além...
Contigo vou, de mão dada, viver...

É tão doce ter Mãe!


Maria Helena Amaro
1988

sábado, 20 de julho de 2013

Dia da Mãe (1986)



(Ilustração de Maria Helena Amarro)



Deus sonhou, sorriu, cantou, chorou,
inventou uma lágrima de luz,
amou a luz e dela fez luar…

do luar fez caminhos de estrelas
amou estrelas e delas fez flores…

 
Mas o mundo estava incompleto
ansioso por Esperança e Ternura
e então Deus inventou a Mãe.


 

Maria Helena Amaro
Inédito, 1986
 
Nota do editor: A minha mãe fez ontem 76 primaveras. Hoje, os meus pais completariam  bodas de oiro do seu casamento.
Mãe, amo-te muito.
Pai, que vives a eternidade, amo-te muito.

sábado, 29 de junho de 2013

Mãe (1981)


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
(Ilustração de Maria Helena Amaro)
 

Melhor que todas as mulheres da terra,
Amiga, companheira dedicada,
És minha Mãe, vida da minha vida!

Quero oferecer-te neste dia lindo,
Um presente feito com amor,
Enfeitado de ternura e paz...
Rezo baixinho ao Deus de todo o mundo
Invento frases e sonhos para ti...
Digo, bem alto, que sou feliz contigo...
Amo-te muito, minha querida Mãe!

Maria Helena Amaro
Inédito, maio de 1981


domingo, 2 de setembro de 2012

Minha Mãe II

(Ilustração de Maria Helena Amaro)


Minha Mãe!... Minha Mãe!... Quanta beleza
Há nos teus olhos cheios de doçura
Quanta compreensão quando sinto tristeza!
Quanto alívio quando sinto amargura! 

Tu hoje brilhas mais do que uma estrela
Mais que um facho que ilumina meus passos
Tens mais valor que uma joia bela
Quando busco refúgio nos teus braços

Hoje queria dar-te tudo quanto tenho
Mas tudo o que vejo eu desdenho
E tudo que te dou me dás também

Joias em ti têm pouco valor
Por isso dou-te estes versos de amor
A minha prenda de anos, minha mãe!...

Maria Helena Amaro
Inédito, Esposende, 1952  

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Mãe (Dia da Mãe 2005)

(Fotografia de António Sequeira)


Guardo na alma o teu doce sorriso
a suavidade das tuas mãos delgadas
os teus olhos cinzentos cheios de cor e riso,
os teus ditos jocosos, as tuas gargalhadas.

Escuto ainda as coisas que dizias
com palavras perfeitas, estudadas,
notas, avisos, tristezas, alegrias,
imagens tuas que querias recordadas.

Cantavas baixinho as bonitas canções
que trazias contigo do tempo de menina,
sentada calmamente na mesa de costura.

Eu olhava encantada; vivia de ilusões,
tu para mim eras fada divina,
um mundo de promessas, certezas de Ventura!

Maria Helena Amaro
Inédito, novembro de 2005


quinta-feira, 26 de julho de 2012

Dia da Mãe - 2004


(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Tão bonita
tão bonita
tão bonita a minha Mãe!
Com a blusa de chita,
de laçada tão catita,
que lhe ficava tão bem!

Minha Mãe
foi para o Céu
num dia quente de Verão.
Que grande mágoa, Deus meu,
que minha alma se perdeu
e com ela o coração...

Suave era o seu gosto
cheio de serenidade:
sempre encobria o desgosto
e se sorria, com gosto,
só demonstrava bondade.

Tão bonita
tão bonita
tão bonita a minha Mãe!
Tão ativa e expedita
que afastava a desdita
e nos punha todos bem.

Se tu soubesses, ó Mãe
as voltas que o mundo deu...
Gostava de te contar,
gostava de te falar
todo o tormento que é meu...

Fecho os olhos
cerro os olhos
e sempre, sempre te vejo
a dar a todos ternura,
e até na amargura
tinhas um gesto e um beijo...

Agora que não te vejo
alegre, entre os mortais,
fica comigo o desejo
d'escrever no meu solfejo
versos... versos...nada mais!


Maria  Helena Amaro
Inédito, julho 2004 



domingo, 22 de julho de 2012

Minha Mãe

(Ilustração de Maria Helena Amaro)


Minha Mãe tinha nos olhos
O raiar da eternidade
Mesmo no meio de escolhos
de amargura, tanta aos molhos
não demonstrava maldade.



Maria Helena Amaro
Inédito, 2004(?)