Periodicidade de publicação de poemas

Caros leitores:
Espero que desfrutem na visita a este espaço literário. Este sítio virtual chama-se “Maria Mãe” e tem como página principal os poemas de Maria Helena Amaro.
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segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Árvore de Natal


(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Neste Natal vou à tua procura
nas ruas do sonho, ao teu encontro...
O sonho vai-se... e há só desencontro...
Torna-se o dia, na noite mais escura.

Neste Natal queria a tua ternura,
o teu abraço sereno sempre pronto,
o teu dizer em paz e sem confronto,
para sentir-me feliz, leve, segura.

Sou uma árvore de Natal sem frescura;
sem luzes, sem velinhas, sem alvura,
neste mundo carcomido e bronco.

Sou uma árvore de Natal feita secura,
morro de pé a suspirar altura...
Tu eras a raiz; eras meu tronco.

Maria Helena Amaro
14 de dezembro de 2014.


terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Natal


(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Ando à procura de um Natal diferente
Um Natal do tempo do passado
cheio de cheiros, de sons e da gente
que se perdeu e nunca foi achado.

Meus pais levaram com eles os Natais.
Eram Natais sem luxo e sem fartura.
Eram Natais que não esqueço mais,
pois eram feitos de vida e de ternura...

O Deus menino punha no sapatinho
um sabonete, um rebuçadinho
Uma mensagem que trazia luz...

A minha mãe era uma Mãe Maria.
São José era o meu pai que só sorria.
Era um Presépio do Menino Jesus...

Maria Helena Amaro
Natal, 2015

sábado, 25 de março de 2017

Noite de Natal


(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Caminho para Deus de mãos erguidas,
olhos fechados e sorriso lento
Vou embrulhada em véus de sofrimento
Tristes memórias de horas mal vividas

Tristes memórias em mim sempre retidas
Tão dolorosas através do tempo
estão comigo em voz de desalento
Estão comigo, na alma, recolhidas

Caminho para Deus sem despedidas.
Não quero ouvir as vozes condoídas
que não me dão paz, amor, alento...

São estátuas de lodo construídas.
Quero ir a Deus com orações sentidas
Ardente como o Sol, ligeira como o vento.

Maria Helena Amaro
Natal, 2013.
  

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Natal 2010


(Ilustração de Maria Helena Amaro)

O Presépio é retrato de família,
de harmonia e ternura sem igual.
Neste Natal, tendes a vossa Bia...
Será então o Anjo do Natal!

Maria Helena Amaro
(Mensagem de Natal com dedicatória, 2010)

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Natal 2012 - Mensagens III


(Ilustração de Maria Helena Amaro)

«Já minha avó sabia...»

Ouvi minha avó dizer,
«velhinha sem alegrias»,
que o Natal devia ser,
Natal de todos os dias.

Maria Helena Amaro
Dezembro, 2012

terça-feira, 12 de abril de 2016

Natal 2012 - Mensagens II


(Ilustração de Maria Helena Amaro)

A vida é uma valsa, é uma dança,
é corrida, é pausa, é vendaval.
Vem ter connosco esta doce lembrança.
Nasceu Jesus! É Natal! É Natal!

A vida foge, na vida tudo passa.
A voragem da vida tudo arrasa.
Fica na alma, em estado de graça,
o distante Natal da nossa casa.

Natal é um punhado de lembranças
sem medida, sem nome, sem idade,
que nos leva ao tempo de crianças,
numa viagem de riso e de saudade.

Maria Helena Amaro
Dezembro, 2012


segunda-feira, 11 de abril de 2016

Natal 2012 - Mensagens I


(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Quem tem netos, tem carinhos,
na vida nunca está só.
Para o Pedro com beijinhos,
uma notinha da avó.

Meu Francisco, Francisquinho,
fatia de pão de ló.
Pega lá este «beijinho»,
para comprar um popó.

Esta nota pequenina
da avó, tem pouco valor,
mas é dada no Natal
com muita paz e amor.

Que o menino Jesus seja contigo
em parcerias de vida sem igual 
que em cada ser vejas um amigo
que o dia-a-dia seja o teu Natal!

Maria Helena Amaro
Dezembro, 2012

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Natal


(Ilustração de Maria Helena Amaro)

«Natal todos os dias...» É verdade,
que Jesus nasceu para todos nós,
mas este Natal é uma saudade,
que não se pode contar de viva voz!

Maria Helena Amaro
Natal, 2010

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Natal (Anjo de Natal)


(Fotografia de António Sequeira)

Sou muito pequenina
e não sei ler
Quando  for crescidinha
a história da avó,
quero saber.
Entretanto,
eu vejo o Pedro António
a escrever,
o Francisco a ler,
o Papá e a Mamã
a fazer
a papa que vou comer...
Porque afinal
sou Anjo de Natal!

Maria Helena Amaro
(Dedicado à neta Bia)
Natal, 2010

sábado, 22 de agosto de 2015

O menino ambicioso


(Fotografia de António Sequeira)

O Presépio da igreja
lá da aldeia era um primor
Tinham-no feito os pequenos
da irmã do Sr. Prior...

Viam-se nele os Reis Magos
a caminho de Belém
As coisas que eles levavam
ninguém teve, ninguém tem...

Toda a gentinha ficava
a olhar o Deus-Menino
Deitadinho nas palhinhas
sorridente, pequenino...

O João, um rapazito
seis anos talvez tivesse
De mãos unidas direitas
rezava a Deus este prece:

Ó Meu Menino Jesus
deitadinho nas palhinhas
Dá-me um carrinho de bois
puxado a duas vaquinhas

Dá-me um avião azul
que possa andar pelo ar
e um barco de cortiça
para pôr a navegar

Eu vou pôr no meu sapato
lá em cima na lareira
Menino Jesus escuta:
Também queria uma traineira!

Se as prendas que eu te peço
custarem muito dinheiro
Dá-me só um assobio
e um fato de marinheiro...

E um boneco de corda
da feira de S. Miguel
E um carro de bombeiros
como tem o Manuel

Sabes que não sou maldoso
que gosto de obedecer
Digno bem toda a doutrina
e no livro já sei ler...

E o Menino Jesus
tão loirinho, tão formoso
ficou triste ao escutar
o João ambicioso

E deitou-lhe um rebuçado
enrolado em papel verde
com um bilhete dizendo:
- "Quem tudo quer, tudo perde..."

Maria Helena Amaro
1958

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Cartão de Natal


(Ilustração de Maria Helena Amaro)


Menino Jesus de todas as crianças
que vos pedem presentes de luxo e da riqueza,
que são para Vós os bens da natureza.
Deixai que sonhem, que cultivem esperanças.

Vou caminhar nas ruas da cidade
e ver luzes, alegrias, beleza...
Onde se escondeu a dor da tristeza?
O desemprego e a mendicidade?

Verdade triste é a crua certeza
que o mundo corre com louca destreza
para um estado de insana nulidade.

Neste Natal, Jesus escuta a minha reza
mil abraços, mil perdões, uma surpresa
e o mundo terá paz e liberdade!


Maria Helena Amaro
Dezembro, 2014

   

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Feliz Natal


(Fotografia de António Sequeira - Presépio de Maria Helena Amaro)


Este espaço literário digital deseja a todos os amigos, leitores e visitantes Um Santo e Feliz Natal.

Obrigado pela vossa companhia e carinho.
Boas leituras! 
Um abraço cibernético!

  

domingo, 21 de dezembro de 2014

Natal


(Ilustração de Maria Helena Amaro)


Pai Natal! Pai Natal! Gritam crianças
pelas ruas luminosas da cidade,
pedem presentes, cheios de ansiedade,
olhos brilhantes de gostosas esperanças.

Olho o Presépio exposto numa montra,
tão luminoso como as estrelas dos céus.
Ando à procura de um presente para Deus
e uma mensagem minha alma encontra.

- Usam-se perante Deus religiões:
mil braços, mil beijos, mil perdões,
Num conceito de amor universal.

Façam a paz real entre as nações,
nem misérias, nem guerras nem pressões;
e Jesus sorria: “Feliz Natal!»



Maria Helena Amaro

Braga, Natal 2014.

sábado, 20 de dezembro de 2014

Presépio


(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Faço um Presépio de Luz na minha casa:
Jesus, Maria, José e pouco mais!
Faltam-me os rostos doces dos meus pais.
A um anjinho cortaram-lhe uma asa.


Não ponho musgo, nem burro, nem vaquinha.
Tem um alpendre velho, carcomido:
Talvez, assim, Jesus tenha nascido…
Talvez fosse numa gruta pobrezinha.


Faço um Presépio… No teto uma estrela,
raios de luz, todos à volta dela,
sem flores, sem velas, pinheirinhos…


Olho de longe e gosto do que fiz…

Com tão pouco Jesus está feliz.
À sua volta apenas tem anjinhos.



Maria Helena Amaro
Braga, Natal 2013

domingo, 23 de fevereiro de 2014

É Natal


(Ilustração de Maria Helena Amaro)

É Natal
Estava escrito que era urgente e necessário
celebrar o Natal todos os dias


Hoje e sempre, será natal!


E as pessoas celebravam o Natal
só uma vez por ano
cada um a seu modo
segundo o seu viver.


Estava escrito
que as crianças deixassem de sofrer
que os velhos parassem de chorar
que os jovens não quisessem descrer
que os mendigos deixassem de pedir
que os ricos soubessem repartir
que os humildes pudessem censurar
e os poderosos descer, descer, descer.
Nem guerra nem rancor,
palavra de ordem Amor.


Certa manhã
tornou-se urgente e necessário
chamar a todos os homens e dar-lhes por igual
o ouro, a prata, o pão e a fartura.
Abriu-se o livro
e todos o podem ler
- Trabalho e Paz, Amor e Alegrias
Agora
e no futuro
será urgente e necessário
celebrar o Natal todos os dias


Maria Helena Amaro
Natal, 1975
Publicado em  "Casa do Professor" 

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Natal


















(Ilustração de Maria Helena Amaro)
 

Todos os anos
voltamos repetidamente
ao longínquo Natal
da nossa infância...
Todos os anos
nos enchemos de luzes
de fantasia e sons
evocando insistentemente
um milagre de Esperança...

Atulhados de barulho
e de presentes
perdemo-nos nas ruas da cidade
à procura da prenda mais bonita
mais espetacular...

Os mais humildes e carenciados
olham-nos de lado
a invejar as nossas alegrias...

Seria bom, tão bom
que começássemos já a ensinar
aos meninos que são nossos alunos
a celebrar no Amor
o verdadeiro Natal
todos os dias!

Maria Helena Amaro
Dezembro, 1995
Publicado pela Casa do Professor


quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Natal





















(Fotografia de António Sequeira)


Que trazemos ao Menino
nestas folhas deitadinho...
Trazemos das nossas almas
o mais profundo carinho...

Menino Jesus
nas palhas deitado
de oiro vestido
sorri animado...

Senhora do Céu
a mãe de Jesus
embala o menino
com risos de luz

S. José escuta
os anjos dos Céus
Bendiz o seu filho
que é filho de Deus!

E nós lhe rezamos
com alma e calor
Menino Jesus
Sêde o nosso Amor!

Cantemos com alegria
à volta desta lapinha
Menino Jesus é Rei
Nossa Senhora Rainha.

Nós somos pobres pastores
vindos de terras estranhas
Trazemos nas nossas bolsas
Vinho, azeitonas, castanhas....

Pouco temos para dar
além do nosso carinho
mandai-nos a vossa Estrela
a guiar  nosso caminho.


Maria Helena Amaro
Natal, 1980

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Encontro de Natal


(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Fui pescador sem cana
e sem anzol...
Fui trovador de rua,
quis cantar ao Sol...
Cantei à Lua!

Fui peregrino sem capa
e sem caminho...
Judeu pobre e errante
a mendigar carinho,
suplicante...

Fui pregador de lendas
de poemas
de promessas
de risos
de estradas de luz...

Procurei verdade
paz e bem...
Só encontrei refúgio
na gruta de Belém
junto a Jesus!

Maria Helena Amaro
Natal, 2013

domingo, 3 de março de 2013

Carta de Natal para o Pai



















(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Chamo por ti na tarde pardacenta
Onde estás? Onde paras? Aonde?
Mas apenas o eco me responde
em ressonância demorada e lenta.

A chuva cai na rua lamacenta
o sol se foi e na noite se esconde...
Onde te foste? Onde estás? Aonde?
Grito dorido como ave agoirenta.

Partiste um dia e não disseste adeus
fiquei retida nesses conselhos teus
que me prendiam à vida com justeza.

Mas agora, meu pai, desgostos meus,
traições, desesperos, camafeus,
fizeram de mim esta tristeza.

Maria Helena Amaro
Inédito, dezembro 2009

sábado, 2 de março de 2013

Carta de Natal para a Mãe



(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Mãe:
Vai para ti, em sonhos,
esta carta,
esta carta que não lês,
e que por certo,
ficará perdida
no deserto,
duma folha branca de papel...
Se fosses viva,
era no teu colo aconchegante,
que eu poria
a minha carta
tão cheia de amargura...
Deste-me vida,
mas não me deste sorte,
porque a sorte que me foi confiada
era de paz e de amor
um tudo nada
não passava dum sonho de menino
fantasia passada.

Mãe:

Se fosses viva
se pudesses viver a minha vida
talvez soubesses
que a tua filha querida
não tem luz
nem paz
nem aconchego
nem benesses.

Mãe:

Ai no céu
onde pairas celeste.
Vê o meu sofrimento
Sou a filha
que foi apenas escolhida
para servir aos outros toda a vida
sem paz
sem gratidão
sem merecimento.


Maria Helena Amaro
Inédito, dezembro, 2009