Periodicidade de publicação de poemas

Caros leitores:
Espero que desfrutem na visita a este espaço literário. Este sítio virtual chama-se “Maria Mãe” e tem como página principal os poemas de Maria Helena Amaro.
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quinta-feira, 24 de maio de 2018

Amor perfeito


(Ilustração de Maria Helena Amaro)


Amor-perfeito foi o meu amor
feito de fé, de luz, de esperar.
Abriu em junho como uma flor
e foi nesses abraços se aninhar.

Amor-perfeito foi o meu amor,
puro e viçoso, róseo, cor de âmbar,
envolto em rendas, em brilho, riso, cor.

Amor-perfeito foi o meu amor
Quando o agosto o fez de sombra e dor
e o desalento o veio conquistar...

Amor-perfeito foi o meu amor
do infinito buscou o seu senhor
e nunca mais, nunca mais irá murchar. 

Maria Helena Amaro 
16 de abril 2015


sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Voo desfeito


(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Puseste em mim essas asas de condor,
e voámos com elas céu inteiro.
Eras amor, o meu amor primeiro,
amor tão puro, um consagrado amor.

«Não me tirem as asas! Por favor!»
Rogava em prece ao anjo mensageiro,
quero voar no céu em voo passageiro,
que alguém me pôs as asas de condor.

Voar em liberdade, bem maior!
Beijar na nuvem a força do sol por
e vadiar sem levar timoneiro...

Perdi as asas... O voo foi de dor,
morreu um dia o meu rei e senhor,
fiquei no chão... Que voo traiçoeiro.

Maria Helena Amaro
Agosto de 2014

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Enlace


(Fotografia de António Sequeira)

No doce entardecer
de um mês de setembro
eu esperava sentada
numa pedrita solta
na curva do caminho...
De longe tu chegaste
e alheado de tudo
subiste uma ladeira
ai ao lado...
E não me viste!
Mas houve um dia
num entardecer de primavera
que reparaste em mim...
Tão longe e tão perto
à minha beira...
Disseste-me... então
que o amor era como o mar
crescia e mingava...
por efeitos do vento...
Eu sorri...
Riso de catavento...
Canto de cotovia...
Grito de rouxinol
a tentar desviar-se
das quenturas do sol...
Sorriste
e eu sorri
falaste
e eu falei
beijaste
e eu beijei...
Sofreste
e eu sofri.
Apaixonadamente
fiquei eternamente
entre o riso e choro
-recordação que adoro-
entrelaçada
em ti!

Maria Helena Amaro
Janeiro, 2014.




sexta-feira, 6 de maio de 2016

Amor


(Ilustração de Maria Helena Amaro)

O meu amor durou a vida inteira,
porque era puro, grandioso e forte,
harmonioso como na vez primeira
e ainda vive depois da tua morte.

O meu amor durou a vida inteira,
foi o meu guia, estrelinha do norte.
Nesta vida tão breve, passageira,
fez de ti o meu destino, a minha sorte.

O meu amor durou a vida inteira
harmonioso como na vez primeira
sem decalque, sem colagem, sem recorte.

O meu amor durou a vida inteira.
E agora que não estás à minha beira
não morrerá mesmo depois da morte.

Maria Helena Amaro
Março, 2013 

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Cantata


(Fotografia de António Sequeira)

Enamorada do amor,
de ti, me enamorei,
e nos caminhos sem cor
que percorri,
em versos te cantei...

Se foi o amor
que me enganou,
eu já não sei...
A vida foi tão breve
e a morte te levou
e eu fiquei...

Foi engano viver o que vivi
porque enamorada do amor,
de ti me enamorei...
Hoje
simplesmente
envolta numa saudade que me doí
se tudo se foi
eu nada sei, do amor
apenas enamorada
de ti me enamorei...

Maria Helena Amaro
26/10/2010

sábado, 17 de outubro de 2015

Como um rio


(Fotografia de António Sequeira)

Como um rio corre para a foz
a alma corre em busca do sonho,
ansiosa de paz e de sossego...
Mas a vida é um trama
uma cadeia de fios e cetim
que vamos tecendo
com os fios do amor...
Mas o Amor é um conto de fadas...
(Sei lá se existe amor...)
Mas sem amor não se vive...
Então é urgente
que se aprenda a amar
e se faça da vida
um rio de luz
que corre veloz
para Deus
a sua foz...

Maria Helena Amaro
Maio, 2010

sábado, 25 de julho de 2015

Amor


(Fotografia de António Sequeira)

Amor... andam cantando manhã cedo
os teus irmãos, alegres passarinhos...
Cantam para mim centenas de carinhos.
Entre as flores ou sobre o arvoredo...

Amor... andam no céu cantos divinos
Por entre as nuvens de azul coloridas
andam na terra as minhas mãos doridas
a procurar-te por entre os desatinos

Amor... Busco-te louca na curva do além
Estendo as mãos à tua sombra alada
que sonho que se alonga e nunca vem

Amor... trago a alma já cansada
de procurar-te em vão mundo além
E não te encontro... De ti ninguém diz nada!

Maria Helena Amaro
13/06/1957

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Louca... por Amor!


(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Quero cantar ao mundo o meu tormento
Sem dor, sem luz, sem amargor...
Chamam-me louca? Talvez em pensamento,
sou louca, por sofrer... Sem ter Amor!...

Quero cantar ao mundo turbulento,
esta loucura toda feita de cor...
Chamam-me louca? Talvez por sofrimento,
sou louca, por sofrer... Sem ter Amor!...

Mas serei louca? O mundo sem razão
chama-me louca, assim constantemente
Chamam-me louca seja pelo que for...

Mas se o mundo visse este meu coração
chamar-me-ia, então, piedosamente
"Pobre louquinha, que é louca... por Amor!"

Maria Helena Amaro
28/08/1954


sábado, 17 de janeiro de 2015

Vem


(Quadro a óleo de Maria Helena Amaro)


Vem, meu Amor! Não posso receber
mais este dia sem que teu puro olhar
veja meu rosto... Quero ouvir-te falar
Ver tua imagem... Vem, que me vou perder!

Vem, meu Amor! Eu não quero morrer
sem ternamente te poder confessar
a minha longa espera, o meu penar,
essa esperança que me ajuda a viver!

Vem, meu Amor! Que nunca mais
outra razão me não seja ventura
possa afastar-te de mim de qualquer sorte!

Vem, meu Amor! Esta dor é demais,
eu já não vivo, senão numa amargura...
Vem, meu Amor! Antes que venha a morte!


Maria Helena Amaro
12/10/1954 





domingo, 22 de junho de 2014

Amor


(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Amo-te tanto e nunca te encontrei,
cavaleiro de sonhos encantados!...
Passam a fio meus dias ensombrados
esperando sempre, mas de quê, não sei...

Frases soltas... prantos de alegria...
Quimeras... sonhos... ambição...
Eis tudo o que encontro dia a dia
na palácio encantado da ilusão!

Amor! Amor já não existe...
Dele apenas só há uma ilusão...
E a vida sem ele? Rósea? Triste?
De que serve meu pobre coração?

Como te quero, amor como te quero!...
A vida é toda uma doce oração...
Quando vieres, vem nobre e vem sincero
e traz-me a luz, a luz da redenção!

Maria Helena Amaro
Braga, 12/10/1953

sábado, 7 de junho de 2014

Não sei que é...




















(Ilustração de Maria Helena Amaro)


Eu não sei o que é isto que me embala
Um tão doce não sei quê me emleia
Uma voz doce, muito doce que me fala
E uma miragem linda na ideia

Eu sei, não é amor como se vê
Mas é um encanto é um gostar
É um muito doce não sei quê...
É a minha alma toda a desfrutar!

É um sonho, uma visão quase terrível
Mas serena, rósea e atraente
É um profundo abismo, um impossível...
É um sonho... uma quimera ardente!


Maria Helena Amaro
Esposende, 17/10/1952 

domingo, 17 de novembro de 2013

Lôas




















(Ilustração de Maria Helena Amaro)

O meu coração vadio
quer sair da tua mão...
Coração tão arredio
não merece compaixão...

O meu coração vadio
quer sair da tua casa...
Coração cheio de frio
à procura de uma asa...

O meu coração vadio
quer sair do teu caminho...
Tal como a água do rio
corre atrás de outro carinho...

O meu coração vadio
há de perder-se na rua...
Não tem vergonha nem brio
leviano como a lua.

O meu coração vadio
já cansou do teu bem querer...
Agora eu já sei... eu vi-o
lentamente vai morrer...

O meu coração vadio
quando morto, mesmo a sério
põe-no em terreno baldio,
longe do teu cemitério...

Não vá ele fugidio
num gesto desesperado...
Ir cantar ao desafio
este tormento calado...

Ir cantar fio, por fio
coisas mortas do passado,
este coração vadio
que vive tão destroçado!


Maria Helena Amaro
Maio, 1990

domingo, 12 de maio de 2013

Sol (Ao Tono)



















(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Não me tires o Sol...
Nunca me deixes só...
Vivo suspensa de ti
e sinto-me fugir do teu caminho,
numa nuvem de pó...  

Dá-me a tua mão, ó Meu Amor...
É tão segura a mão que nos detém
É tão claro o Sol onde nasceste
É tão distante o porto onde me guias
que eu
não sei viver
nesta agonia de te sentir fugir
sem conseguir
ontem e hoje
sei lá
todos os dias
suster teus passos
e prender-te todo 
no fogo dos meus braços!


Maria Helena Amaro
Concurso Pedro Homem de Melo
Fevereiro de 1968. 

domingo, 31 de março de 2013

Meu Amor (ao Tono)

(Fotografia de António Sequeira)
 

Anda ver as azáleas do jardim,
tão vistosas, tão frescas, floridas,
como era o alvorecer dos nossos dias,
quando o Amor para nós era um festim.

Anda ver o Sol a bater na nossa casa,
fazer dos vidros a arca do tesoiro,
em que as janelas são guaritas de oiro
e a varanda tem jeito de uma asa...

Vem, meu amor, tocar à campainha,
que a Primavera toda se avizinha,
e é loucura ouvir a passarada...

Sinto-me só... Sinto-me tão sozinha,
que esta vida nem me parece a minha,
sou como a pedra rolando na estrada...

Maria Helena Amaro 
Inédito, março de 2010.

sábado, 3 de novembro de 2012

O Amor

 
 
 
 
 
 
 
 
(Ilustração de Maria Helena Amaro)


O Amor
às vezes
é só uma flor
que nasce
cresce
floresce...
Um dia
quando o Sol aquece
enrubesce
fenece
falece
esquece...
Amor assim
ninguém merece
porque o Amor
perene e verdadeiro
não morre
vive
permanece

E quando o Sol da vida
se vai
e esmorece
Esse Amor
fica na alma
numa prece...


Maria Helena Amaro
Inédito, 14 de fevereiro de 2009.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Para ti

(Ilustração de Maria Helena Amaro)


Havia de cantar
a mais bela de todas as canções...
Havia de escrever
o mais estranho de todos os Poemas,
romance, narrativa,
balada, partitura...
Mas não consigo,
somente para ti
ficarão estes versos
ligeiros como o vento.

Se os quero, não rasgo...
Se os rasgo não leio...
Tal como tu
Já não tenho mais tempo
Já não teremos assim
o nosso tempo.
Mas estes versos,
ficarão na distância
a lembrar este Amor.

 Maria Helena Amaro
Inédito, janeiro, 2007

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Amor/Amor


(Fotografia de António Sequeira)


Há duas mulheres na tua vida
O mesmo nome a mesma condição
Uma é corpo, matéria, voz, razão
Outra é sonho, poema despedida.

Quiseste unir as duas numa só,
e com elas fizeste caminhadas
Cantos de loas, de risos, de baladas
ataste as duas no mesmo laço e nó

Agora que a vida se despede
a loucura que sonhaste não se mede
foi miragem sem cor e sem valor

Ficou contigo esse erro distante
Amar duas mulheres é sonho errante
Porque Amor, só por amor, é só Amor.

Maria Helena Amaro
Inédito, junho, 2006

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

História de Amor





Numa manhã de certa primavera,
vieste a correr ao meu encontro,
braços abertos e sorriso pronto,
a oferecer amor, sonho, quimera.

Contigo fui de mão dada pela vida,
atravessando bons e maus momentos
alegrias, desgostos, sofrimentos,
rosto feliz e alma enternecida.

Vinhas enamorado ter comigo,
a tua alma era o meu abrigo,
e o teu corpo o meu ancoradoiro.


Braga 16/11/2009
Inédito – Maria Helena Amaro




Mas a vida tornou-se em furacão,
a doença levou-te pela mão
e fez em pó aquilo que era oiro.

sábado, 26 de novembro de 2011

Mensagem de Amor


Quando te encontrei
fiquei
tonta de esperança,
mas, não te disse,
que desejava tanto,
levar-te nas asas do vento,
para conhecer melhor,
o sonho que existia já,
nos teus olhos tão cheios de luz.

Quando te encontrei
fiquei tonta de esperança,
e, à beira do mar,
no ouro azul,
na canção das ondas,
na leveza da espuma,
descobri nos teus olhos
a nostalgia serena das distâncias…

Disseste que desejavas levar-me,
numa vela branca,
para fazer contigo
a viagem da vida…

Acreditei.
Das tuas palavras fiz um hino
e assim se cumpriu
o meu destino.

20/07/2010
Inédito, Maria Helena Amaro