Periodicidade de publicação de poemas

Caros leitores:
Espero que desfrutem na visita a este espaço literário. Este sítio virtual chama-se “Maria Mãe” e tem como página principal os poemas de Maria Helena Amaro.

segunda-feira, 14 de maio de 2018

As terras de Cávado


(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Esta é a terra a que pertenço,
terra de luz, de sol, de mar, de rio,
de nevoeiros e de vento frio,
vestida de luar, em vale imenso.

Veste azul, veste rosa, verde intenso.
Veste de branco o longo casario.
Dá-lhe o sol, as cores, em desafio,
monte cinzento será o S. Lourenço.

São pedaços abertos em clareira:
Gandra, Gemeses, Curvos e Palmeira,
Bartolomeu do Mar, Marinhas - Antas.

Fão e Criás, Apúlia sargaceira
Rio Tinto, Fonte Boa leiteira
Forjães, Belinho... Ó terra que me encantas!

Maria Helena Amaro
Março, 2015 

domingo, 13 de maio de 2018

Poesia (a)


(Ilustração de Maria Helena Amaro)

3
Lá do alto do «simpósio»
- Onde ides com ar fidalgo?
Vou chamar o meu Ambrósio
p´ra me trazer de bom... algo!

4
Que me quereis, senhora minha?
Da caminhada, estou morto!
Trazei-me uma bolachinha...
Um cálice de Vinho do Porto!

Maria Helena Amaro
8/02/2018   

sábado, 12 de maio de 2018

Poesia


(Ilustração de Maria Helena Amaro)

1
Onde ides cheia de sol
vestidinha de cetim?
Vou cortar um girassol
que nasceu no meu jardim!

2
Onde ides linda flor
com olhinhos «zaragateiros»?
Vou buscar o meu amor
que se perdeu nos romeiros!

Maria Helena Amaro
8/02/2018

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Parabéns


(Ilustração de Maria Helena Amaro)


Que a vossa vida seja uma clareira
repleta de risos, luz e sol...
Que o amor dure a vida inteira
à sombra doce de um grande girassol!


Maria Helena Amaro
31 de março de 2018


quinta-feira, 10 de maio de 2018

Berço


(Ilustração de Maria Helena Amaro)


Esposende foi um berço de embalar.
O vento frio a minha cantadeira.
Vinha-me do S. Lourenço o seu luar.
O cheiro a iodo da praia sargaceira.

Alimentei-me de sol, de luz, de mar,
com gritos roucos que vinham da ribeira.
Via as gaivotas, no rio a planar.
Ficava a sós, a rir, a tarde inteira.

Tinha vestidos com rosas de toucar...
Era de contas azuis o meu colar...
Sonhava navegar numa traineira...

Corria alegre descalça, a saltitar
nas pocinhas que a maré vinha beijar.
A onda louca era a minha companheira.

Maria Helena Amaro
Maio, 2015


sábado, 3 de março de 2018

Parabéns (Francisco)


(Ilustração de Maria Helena Amaro)


Meu netinho Francisquinho
Menino muito fagueiro
Senão quer ser o meu príncipe
seja, então, bom cavaleiro

Cavaleiro de bom trato
Docinhos... e pão de ló...
Anda a batalhar no prato
com a comida da avó!

Mas é lindo, inteligente;
É um aluno excelente
com carinha muito esperta...

Distraído e sonhador
Para mim é um amor...
Não é príncipe! É poeta!

Maria Helena Amaro
23/02/2015





domingo, 11 de fevereiro de 2018

Saudade


(Ilustração de Maria Helena Amaro)


Distante, ausente, morto, embora
de quem se amou nunca ninguém se esquece.
O rosto da pessoa permanece
pelos dias, sem conta, vida fora.

Como se vivesse, em nós, em cada hora
e nos pedisse cada dia alguma prece,
vem a saudade que não esmorece
e entra em nós como dona e senhora.

A saudade é o amor que fica,
de tudo que vivemos com ventura,
na idade que tudo ri e tece…

A saudade é amor que se dedica,
a quem nos deu abraços de ternura
e, embora morto, o nosso amor merece. 

Maria Helena Amaro
26/01/2015