Periodicidade de publicação de poemas

Caros leitores:
Espero que desfrutem na visita a este espaço literário. Este sítio virtual chama-se “Maria Mãe” e tem como página principal os poemas de Maria Helena Amaro.

domingo, 18 de novembro de 2012

Convite - Reunião de Curso 2009


(Ilustração de Maria Helena Amaro)


Vinde todos,
vinde todos ao Encontro
recordar
ponto por ponto
os tempos da mocidade...
Tudo tem a sua história
nesse ditoso passado;
e contar não é preciso
basta apenas um sorriso
e um abraço apertado.

Vinde todos,
vinde todos sem demora,
que o Encontro é lição
da Alegria e de Amizade.
Algumas já foram embora
mas estão em cada hora
em imagem de Saudade
neste nosso coração.

Façamos uma promessa
com Esperança e com Verdade:
«Enquanto a vida deixar
havemos de nos juntar
e esquecer a idade»

Maria Helena Amaro
Inédito, abril de 2009

sábado, 17 de novembro de 2012

Reflexão VII





















(Fotografia de António Sequeira)


Houve tanta opção na minha vida
Perguntas, sem resposta, ideias sem sentido,
versos escritos em forma de gemido,
sonhos, loucuras, tanta coisa perdida.

Caminho nua nesta longa jornada,
as mãos vazias, o corpo esfarrapado,
rasgo em pedaços as folhas do passado,
vivo esta noite que não tem madrugada.

Se me perguntas onde vou não sei
onde estão esses a quem tudo entreguei
e dos quais nem risos recebi.

Nesta procura, de mim nada salvei,
nesta amargura negra, mergulhei...
Quem vem salvar-me? Quem me tira daqui?


Maria Helena Amaro
Inédito, março 2009 

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Apelo (fogueira)



(Ilustração de Maria Helena Amaro)


Torna-se a vida numa fogueira acesa
de labaredas de dor e desespero
quem sou eu já não sei, o que tenho não quero
toda a revolta é prata à minha mesa

Choro e não choro e só quero chorar...
digo e não digo e só quero dizer...
Só versos mortos os que escrever...
Tenho na voz a alma a sufocar

Por onde vou só me quero perder
caminho estreito que irei palmilhar
noite de  dor sem estrelas ou lua...

Ó quem pudesse ajudar-me a sofrer
esta amargura que me vem atolar,
que imunda de tristeza a minha rua!


Maria Helena Amaro
Inédito, fevereiro de 2009.




segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Periodicidade de publicação

Caros leitores:
De forma a dar um maior relevo à página de contos deste mesmo espaço virtual denominado “Maria Mãe” os poemas de Maria Helena Amaro continuarão a ser publicados na página inicial, mas apenas à quarta-feira, sábado e domingo. Nos restantes dias da semana serão editados os contos da mesma autora – página contos em edição.
Assim, os leitores terão mais tempo para ler e fruir as criações literárias da autora.
Um abraço virtual.
António Sequeira.
12 de novembro de 2012. 

domingo, 11 de novembro de 2012

Pausa VIII

(Ilustração de Maria Helena Amaro)



Varre o passado. Não o recordes mais.
Todos os sonhos se tornaram dores...
Já não há madrugadas de flores.
Nem as serenas tardes outonais.

Foste senhora de riquezas tais:
hinos, canções, quimeras, esplendores.
Era um passado de radiosas cores,
versos de amor, cantigas, madrigais.

Tudo se foi, não voltará jamais.
Varre o passado, não o recordes mais.
Morreram anjos, morreram trovadores...

Os desgostos da vida são chacais
deixam na tua vida os seus sinais
rugas, cansaço, amargos dissabores.


Maria Helena Amaro
Inédito, fevereiro 2009.

sábado, 10 de novembro de 2012

Dor (nas tuas mãos)


(Ilustração de Maria Helena Amaro)


Nas tuas mãos inertes e vazias
restam as cinzas da fogueira apagada.
Foram-se as labaredas. São tão frias,
estas horas que esperam madrugadas!

Foram-se também as alegrias,
o repicar da festa anunciada...
Sonhos, anseios, promessas,  fantasias
de uma vida serena e demorada.

Tudo se foi em louca revoada
na voragem triste  destes dias
na certeza que é ida sem regresso.

Como posso então ficar calada
ao descobrir o fosso onde te enfias?
Canto à vida a minha dor em verso!


Maria Helena Amaro
Inédito, fevereiro 2009.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Carta/mensagem



















(Ilustração de Maria Helena Amaro)


Gostava que soubesses
que foste um sonho lindo
que um dia encontrei
e não quis agarrar...

Tão distante andava
que passaste por mim
que chamaste o meu nome
e não quis escutar...

Onde fui procurar
um caminho diferente
que nunca me encontraste
de tão longe que era...

Ficou-me na lembrança
o teu riso sereno
figura fugídia
em doce primavera...

Maria Helena Amaro
Inédito, março, 2009