Periodicidade de publicação de poemas

Caros leitores:
Espero que desfrutem na visita a este espaço literário. Este sítio virtual chama-se “Maria Mãe” e tem como página principal os poemas de Maria Helena Amaro.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

(Fotografia de António Sequeira)


Anda, caminha, constrói a tua vida.
Não temas nunca algum entardecer
Para tudo há uma hora uma medida.
O que é preciso é saber escolher.


Ao pé de ti
para o mal
para o Bem
estarão sempre
teu pai e tua Mãe!

Maria Helena Amaro
Inédito, 20 de abril de 2007

domingo, 9 de setembro de 2012

Dia do Pai (2007)

 
(Ilustração de Maria Helena Amaro)
 
 
Dia do Pai é um dia de Amor,
Implora à vida toda a Luz,
Ama, recorda, saúda e acalenta...
 
de coração aberto à nossa voz,
ouve, aconselha, ata desata nós...
 
Pai é ser isto, muito, tudo, mais,
Amar e ser amado sem medida
Indiferente à Dor ou à tormenta.
 
Maria Helena Amaro
Inédito, 19 de março de 2007


sábado, 8 de setembro de 2012

Páscoa na aldeia

(Fotografia de António Sequeira)
Era o tempo das giestas floridas
do rosmaninho pisado nas ruelas,
das colchas ricas pendentes das janelas,
dos malmequeres, amores e margaridas.
Era o tempo das campinas em flor,
das canções, do riso e d`Alegria,
do campanário tocando Aleluia
e das saídas de Deus - Nosso Senhor.
Páscoa na aldeia em tempos de bonanças,
dos afilhados, de folares, de crianças,
das nossas almas e receber a Luz.
Entrava a Primavera em nossas casas,
entrava a Fé, o Bem ganhava asas,
como se os anjos nos trouxessem Jesus.
Maria Helena Amaro
Publicado no Jornal Kerigma, Ouvidoria do Nordeste, S. Miguel, Açores.
Abril de 2007


sexta-feira, 7 de setembro de 2012

À Conceição Rego

(Fotografia de António Sequeira)


Vens visitar-me
na lembrança serena
da minha juventude
Éramos tão jovens
tão alegres
tão iguais
Para nós
o Sol era de fogo
a Lua era de luz
a estrada caminho
a fala uma canção
Corria o rio
como corre o vento
e nós lá íamos
correndo atrás do sonho
Vens visitar-me
na lembrança serena
da minha juventude.
Quando te foste
apenas ficou
na minha vida
o teu rosto
a tua voz
o teu andar.
Levou-te a morte
e eu fiquei
tão só
a recordar.

Maria Helena Amaro
Inédito, fevereiro de 2007

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Naufrágio

(Ilustração de Maria Helena Amaro)


Abre a janela
vem espreitar
que a Barcabela
entra no mar...

Abre a janela
e vem cantar
que a Barcabela
voga no mar...

Abre a janela
e vem rezar
que a Barcabela
vira no mar...

Abre a janela
e vem gritar
que a Barcabela
morre no mar...

Maria Helena Amaro
Inédito, fevereiro de 2007 

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Registo I

(Fotografia de António Sequeira)


Todo o bem que fiz
virou maldade
hipocrisia
mentira
maldição...
Procuro
busco
um abrigo sincero
mas levo
o desespero
pela mão...
Com ele vou
com ele me encaminho
sabe-me a fel
a palavra perdão...
Sobra-me Deus
e se Ele não vier
irei viver
como este verme velho
a rastejar no chão.

Maria Helena Amaro
Inédito, fevereiro de 2007

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Reflexão VI

(Ilustração de Maria Helena Amaro)


Isola-te
não contes a ninguém
a dor cruel
que te preenche o coração...


Ninguém deve saber
ninguém deve sonhar
ninguém deve dizer
ou proclamar
que estás só
e perdeste a razão...

Faz da solidão
a tua companhia
do silêncio a tua arma secreta
busca em Deus a paz
e a alegria
Procura a sua Mão
confia Nele
que nunca te Diz "Não"!

Maria Helena Amaro
Inédito, fevereiro de 2007