Periodicidade de publicação de poemas

Caros leitores:
Espero que desfrutem na visita a este espaço literário. Este sítio virtual chama-se “Maria Mãe” e tem como página principal os poemas de Maria Helena Amaro.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

85º Concurso de Quadras de S. João JN 2013 - I


(Ilustração de Maria Helena Amaro)

I
Fecha bem a tua porta.
Não abras tanto a janela.
Que a minha paixão marota
pode querer entrar por ela.

Pseudónimo: Maria Atrevida
Maria Helena Amaro
Concurso de Quadras de S. João do Jornal de Notícias, 2013

quarta-feira, 8 de junho de 2016

1ª Comunhão


(Ilustração de Bia: neta de Maria Helena Amaro)

«Jesus,
eu acredito,
que estás
na hóstia consagrada...
e, hoje,
queres fazer da minha vida
a tua morada.
Jesus,
fica comigo,
serás sempre para mim,
um companheiro amigo.
Não me deixes mais.
Um abraço para ti
dos meus manos e pais.»

Maria Helena Amaro
Dedicado ao neto que fez a 1ª Comunhão
Maio, 2013

terça-feira, 7 de junho de 2016

Busca


(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Ando perdida a desvendar o céu,
onde te foste naquela madrugada.
Fiquei sem ti e não me resta nada.
Eu nada tenho e esse nada é teu.

Vou pela rua descalça... erro meu,
que os meus pés vão sangrar na calçada.
Busco o teu rosto na bruma da alvorada.
Busco o teu corpo que a morte perdeu.

Dor, desencanto, tristeza... que sei eu?
Deus tirou-me tudo aquilo que me deu.
Tão dura é na noite a caminhada...

Ando perdida a desvendar o céu.
Fiquei sem nada já que tudo morreu.
Mendigo amor na eterna pousada.

Maria Helena Amaro
25/04/2013

sábado, 4 de junho de 2016

Saudade


(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Tanto mar, na minha vida, tanto mar.
Tanta onda de espuma, tanta onda.
Tanto céu que o meu olhar alonga.
Tanta praia de sol e de luar.

Tanto banco na barra a naufragar.
Tanto grito de velha carpideira.
Tanta roupa a secar na ribeira.
Tanto vento no rosto a sibilar.

Tanto cais de despedida sem chorar.
Tanta luz do farol a cintilar.
Tanta noite de chuva e desencanto.

Tanta rua estreita a palmilhar.
Tanta gaivota faminta a planar.
Tanta saudade nos poemas que canto.

Maria Helena Amaro
Abril, 2013 

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Sombra


(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Tantas vezes
ao longo desta vida
senti no peito
esta opressão estranha...
Vai e vem
sem aviso
e deixa-me vazia
de cabeça perdida.
Fecho a porta ao mundo
desço a persiana
e tudo à minha volta
se transforma em fumaça
de uma chama.
Não se demora muito
é só um instante
como um nevoeiro que se dissipa
e passa.
Apenas me conforta
e me enche de paz.
Tantas vezes
quis abrir a janela,
escancarar a porta
e já não fui capaz...

Maria Helena Amaro
20 de abril de 2013

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Paisagem


(Ilustração de Maria Helena Amaro)

Ainda vejo a serra da Lousã,
lá muito acima, a provocar o céu,
buscando o sol que ainda não nasceu,
adormecido entre brumas de lã.

Ainda vejo as velhas oliveiras,
espalhadas pela campina verde,
e os pardais a mitigar a sede,
pelos lameiros, nas bordas das ribeiras.

Ainda vejo o Ceira saltitante,
envolto numa capa de estudante,
junto ao Arouce, a simular abraços.

Ainda vejo as acácias em flor...
Mas não te vejo a ti, ó meu Amor,
torno-me cega na rota dos teus passos.

Maria Helena Amaro
Foz de Arouce, abril, 2013 

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Dia de anos (2013a)


(Fotografia de António Sequeira)

Abril é o tempo da surpresa,
da alegria, do movimento e cor,
enche-se a vida de risos e beleza
e cada ano para ti é uma flor.

Abre a janela, estende o rosto ao sol
e faz da vida um grande girassol.

Parabéns,
pelo amor que tens!

Maria Helena Amaro
20/04/1013